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quinta-feira, 8 de setembro de 2011

Bois de Botas

Pois é amigos, muitos conhecem a denominação dada aos Lageanos de boi de botas mas de forma errônea, levam pro lado errado do sentido da frase sugerindo como se fossem pessoas grosseiras e incultas, mas a verdade é q esse termo deve ser visto com orgulho porque faz parte de um dos momentos mais marcantes e heroicos do sul do Brasil, portanto pra desencilhar tal fato estou trazendo até vocês o verdadeiro sentido da frase, para que possamos conhecer a verdadeira histórias e deixarmos de lado pré conceitos formados.
Por razões históricas, os lageanos receberam a alcunha de "Boi de Botas". Durante a Guerra Farroupilha, uma das maiores epopéias da história do Brasil, forças rebeldes aqui proclamaram a República, que acabou tendo uma vida efêmera. O idealismo da luta farrapa que durou 10 anos, e a valentia dos heróis anônimos, marcaram uma importante página na história de Lages. Em 1839, aqui formaram um pelotão de Cavalaria, que seguiu serra a baixo, para o combate que objetivava a tomada de Laguna. Ao lado dos farrapos, lutaram Giuseppe e Anita Garibaldi. Em pleno combate, os canhões e carroções puxados por bois, atolaram na lama e foram retirados a força pela comitiva lageana, o que provocou o comentário do Comandante David Canabarro ao Coronel Serafim de Moura, que chefiava a expedição: "Seus soldados se portaram com tal bravura e força, como se fossem verdadeiros Bois de Botas". Em vista do civismo e bravura que o originou, "Boi de Botas" é sinônimo de heroísmo, de que se orgulham todos os lageanos.


fonte:portallageano.com.br

segunda-feira, 4 de abril de 2011

Para refletir

Olá amigos recebi este e-mail e decidi postar.

espero q leiam pois retrata uma triste verdade. nossos produtores familiares estão sendo execrados por politicas públicas criadas por ditos letrados q não conhecem o pesar da vida campesina e acham q ficar com a bunda gorda numa cadeira vai resolver os problemas. decerto comem papel e caneta e esquecem quem produz.


Prezado Luis, quanto tempo.
Eu sou o Zé, teu colega de ginásio noturno, que chegava atrasado, porque o transporte escolar do sítio sempre atrasava, lembra né? O Zé do sapato sujo? Tinha professor e colega que nunca entenderam que eu tinha de andar a pé mais de meia légua para pegar o caminhão por isso o sapato sujava.
Se não lembrou ainda eu te ajudo. Lembra do Zé Cochilo... hehehe, era eu. Quando eu descia do caminhão de volta pra casa, já era onze e meia da noite, e com a caminhada até em casa, quando eu ia dormi já era mais de meia-noite. De madrugada o pai precisava de ajuda pra tirar leite das vacas. Por isso eu só vivia com sono. Do Zé Cochilo você lembra né Luis?
Pois é. Estou pensando em mudar para viver ai na cidade que nem vocês. Não que seja ruim o sítio, aqui é bom. Muito mato, passarinho, ar puro... Só que acho que estou estragando muito a tua vida e a de teus amigos ai da cidade. To vendo todo mundo falar que nós da agricultura familiar estamos destruindo o meio ambiente.
Veja só. O sítio de pai, que agora é meu (não te contei, ele morreu e tive que parar de estudar) fica só a uma hora de distância da cidade. Todos os matutos daqui já têm luz em casa, mas eu continuo sem ter porque não se pode fincar os postes por dentro uma tal de APPA que criaram aqui na vizinhança.
Minha água é de um poço que meu avô cavou há muitos anos, uma maravilha, mas um homem do governo veio aqui e falou que tenho que fazer uma outorga da água e pagar uma taxa de uso, porque a água vai se acabar. Se ele falou deve ser verdade, né Luis?
Pra ajudar com as vacas de leite (o pai se foi, né .) contratei Juca, filho de um vizinho muito pobre aqui do lado. Carteira assinada, salário mínimo, tudo direitinho como o contador mandou. Ele morava aqui com nós num quarto dos fundos de casa. Comia com a gente, que nem da família. Mas vieram umas pessoas aqui, do sindicato e da Delegacia do Trabalho, elas falaram que se o Juca fosse tirar leite das vacas às 5 horas tinha que receber hora extra noturna, e que não podia trabalhar nem sábado nem domingo, mas as vacas daqui não sabem os dias da semana ai não param de fazer leite. Ô, bichos aí da cidade sabem se guiar pelo calendário?
Essas pessoas ainda foram ver o quarto de Juca, e disseram que o beliche tava 2 cm menor do que devia. Nossa! Eu não sei como encumpridar uma cama, só comprando outra né Luis? O candeeiro eles disseram que não podia acender no quarto, que tem que ser luz elétrica, que eu tenho que ter um gerador pra ter luz boa no quarto do Juca.
Disseram ainda que a comida que a gente fazia e comia juntos tinha que fazer parte do salário dele. Bom Luis, tive que pedir ao Juca pra voltar pra casa, desempregado, mas muito bem protegido pelos sindicatos, pelo fiscais e pelas leis. Mas eu acho que não deu muito certo. Semana passada me disseram que ele foi preso na cidade porque botou um chocolate no bolso no supermercado. Levaram ele pra delegacia, bateram nele e não apareceu nem sindicato nem fiscal do trabalho para acudi-lo.
Depois que o Juca saiu eu e Marina (lembra dela, né? casei) tiramos o leite às 5 e meia, ai eu levo o leite de carroça até a beira da estrada onde o carro da cooperativa pega todo dia, isso se não chover. Se chover, perco o leite e dou aos porcos, ou melhor, eu dava, hoje eu jogo fora.
Os porcos eu não tenho mais, pois veio outro homem e disse que a distância do chiqueiro para o riacho não podia ser só 20 metros. Disse que eu tinha que derrubar tudo e só fazer chiqueiro depois dos 30 metros de distância do rio, e ainda tinha que fazer umas coisas pra proteger o rio, um tal de digestor. Achei que ele tava certo e disse que ia fazer, mas só que eu sozinho ia demorar uns trinta dia pra fazer, mesmo assim ele ainda me multou, e pra poder pagar eu tive que vender os porcos as madeiras e as telhas do chiqueiro, fiquei só com as vacas. O promotor disse que desta vez, por esse crime, ele não ai mandar me prender, mas me obrigou a dar 6 cestas básicas pro orfanato da cidade. Ô Luis, ai quando vocês sujam o rio também pagam multa grande né?
Agora pela água do meu poço eu até posso pagar, mas tô preocupado com a água do rio. Aqui agora o rio todo deve ser como o rio da capital, todo protegido, com mata ciliar dos dois lados. As vacas agora não podem chegar no rio pra não sujar, nem fazer erosão. Tudo vai ficar limpinho como os rios ai da cidade. A pocilga já acabou, as vacas não podem chegar perto. Só que alguma coisa tá errada, quando vou na capital nem vejo mata ciliar, nem rio limpo. Só vejo água fedida e lixo boiando pra todo lado.
Mas não é o povo da cidade que suja o rio, né Luis? Quem será? Aqui no mato agora quem sujar tem multa grande, e dá até prisão. Cortar árvore então, Nossa Senhora!. Tinha uma árvore grande ao lado de casa que murchou e tava morrendo, então resolvi derrubá-la para aproveitar a madeira antes dela cair por cima da casa.
Fui no escritório daqui pedir autorização, como não tinha ninguém, fui no Ibama da capital, preenchi uns papéis e voltei para esperar o fiscal vim fazer um laudo, para ver se depois podia autorizar. Passaram 8 meses e ninguém apareceu pra fazer o tal laudo ai eu vi que o pau ia cair em cima da casa e derrubei. Pronto! No outro dia chegou o fiscal e me multou. Já recebi uma intimação do Promotor porque virei criminoso reincidente. Primeiro foi os porcos, e agora foi o pau. Acho que desta vez vou ficar preso.
Tô preocupado Luis, pois no rádio deu que a nova lei vai dá multa de 500 a 20 mil reais por hectare e por dia. Calculei que se eu for multado eu perco o sítio numa semana. Então é melhor vender, e ir morar onde todo mundo cuida da ecologia. Vou para a cidade, ai tem luz, carro, comida, rio limpo. Olha, não quero fazer nada errado, só falei dessas coisas porque tenho certeza que a lei é pra todos.
Eu vou morar ai com vocês, Luis. Mais fique tranqüilo, vou usar o dinheiro da venda do sítio primeiro pra comprar essa tal de geladeira. Aqui no sitio eu tenho que pegar tudo na roça. Primeiro a gente planta, cultiva, limpa e só depois colhe pra levar pra casa. Ai é bom que vocês e só abrir a geladeira que tem tudo. Nem dá trabalho, nem planta, nem cuida de galinha, nem porco, nem vaca é só abri a geladeira que a comida tá lá, prontinha, fresquinha, sem precisá de nós, os criminosos aqui da roça.

Até mais Luis.

Ah, desculpe Luis, não pude mandar a carta com papel reciclado pois não existe por aqui, mas me aguarde até eu vender o sítio.

segunda-feira, 19 de outubro de 2009

Fenaostra 2009

Teve inicio neste dia 16/10/2009, a 11ª FENAOSTRA, (Festa Nacional Da Ostra e da Cultura Açoriana), no Centro-Sul em florianópolis, recheada de atrações como shows, concursos gastronomicos, a festa é repleta de informações culturaios que realmente enriquecem de conhecimento todos os seus visitantes.

Hoje Santa Catarina responde por cerca de 90% da produção Nacional de ostras, lugar invejavel, visto a totalidade de extensão de mar em nosso país.

Mas o que mais chama a atenção são os aspectos ligados a cultura açoriana, de forte presença no litoral catarinense e pricipalmente da Ilha de Santa Catarina.

terça-feira, 11 de agosto de 2009

Boi de Mamão Catarinense

A brincadeira do Boi existe no folclore brasileiro com diversos nomes: bumba-meu-boi, boi-bumbá, boi-de-reis, boizinho, boi-da-cara-preta, boi-pintadinho, etc. Conta-se que certa vez, em Santa Catarina, com pressa de se fazer uma cabeça para um boi de pano, foi usado um mamão verde, o que levou a denominar-se desde então de boi-de-mamão. Mas há quem contrarie essa versão dizendo vir o nome boi-mamão do boi que mana.

DO BUMBA-MEU-BOI À BOI-DE-MAMÃO

Apesar dos muitos estudos sobre o assunto, ainda existem dúvidas sobre o surgimento da primeira brincadeira do boi na ilha de Santa Catarina. Acredita-se que tenham sido os nordestinos que fizeram sua transposição para a ilha. Mas Câmara Cascudo registra no Dicionário do Folclore Brasileiro: "Houve também na Espanha e Portugal os touros tingidos, feitos de vime e bambu, um arcabouço de madeira frágil e leve, recoberto de pano, animado por um homem no seu bojo, dançando e pulando para afastar o povo e mesmo desfilando diante dos Reis."

O primeiro registro em Santa Catarina desta folia é de 1871, contada por José Boiteux, em seu livro “Águas Passadas”, onde descreveu uma dança realizada em Desterro (antigo nome de Florianópolis). Antigamente a brincadeira era conhecida como “Boi de Pano”, mas com a pressa de se fazer à cabeça foi utilizado um mamão verde para fazer a cabeça do boi, daí seu nome atual.

Entretanto, em 1840, em Pernambuco, o padre Lopes Gama registrava, no periódico de sua propriedade, "O Carapuceiro", a presença de certo folguedo dizendo:

"De quantos recreios, folganças e desenfados populares há nesse nosso Pernambuco, eu não conheço um tão tolo, tão estúpido e destituído de graça como o, aliás, conhecido Bumba-meu-boi. Em tal brinco não se encontra um enredo, uma verossimilhança, nem ligação; é um agregado de disparates. Um negro metido debaixo de uma baieta é o boi; um capadócio enfiado pelo fundo de um panacu velho, chama-se o cavalo-marinho". E o padre Lopes da Gama continuava verberando os seus impropérios contra o tal bumba-meu-boi, que ele vai descrevendo nos mínimos detalhes...


Com esse registro e a notícia de José Boiteux há uma diferença de 31 anos. Considerando-se a precariedade das comunicações dessa época, podemos concluir que realmente foram os portugueses que transpuseram para a ilha do Desterro o bumba-meu-boi, dando razão a Câmara Cascudo.

No município de Laguna, o pesquisador Rubem Ulysséa encontrou dentre os personagens do Boi-de-mamão, o Mateus que dança acompanhado da Mãe Catarina, sua mulher. É bom lembrar, que no bumba-meu-boi do Nordeste existe a figura de uma mulher chamada Catirina, uma razão a mais para se acreditar que antes de ser boi-mamão, era realmente bumba-meu-boi.


Doralécio Soares, em suas pesquisas de campo, encontrou em 1968, em Jaguará do Sul, um bumba-meu-boi onde quase todas as figuras se apresentavam em duplas. Dois bois, dois cavalos-marinhos, duas bernúncias, dois cabritos, duas onças, macacos, casal de vovôs, Satanás, casal de dongola (galinha), casal de Mariola, Nhô Bastião, Nhô Zaru, Sarará, Bicho Sugão, bruxas e outros. Também encontrou a seguinte cantoria:


"O meu boi morreu

O que será de mim

Vamos buscar outro, ó maninha

Lá no Piauí".


Esse é um verso encontrado no bumba-meu-boi do Nordeste, dando claras evidências que a brincadeira chegou à Santa Catarina trazida na bagagem dos nordestinos, até que surgiu a versão catarinense.


Do Bumba-meu-boi ou boi-de-pano para o boi-de-mamão, não se sabe ao certo o ano em que houve a mudança do nome, mas que aconteceu, isso não se discute. Mas, não só o nome mudou, como também houve a introdução de novas figuras. Essas são as mais diversas, procurando os criadores sempre embelezar o auto das apresentações.


O BOI DE MAMÃO VERDE


O Boi-de-Mamão é hoje, uma das manifestações mais populares do litoral Catarinense, revela em sua manifestação um auto dramático, encenado com alegre coreografia e ao som de uma cantoria contagiante que encanta e envolve crianças e adultos. É uma versão catarinense dos folguedos do bumba-meu-boi tão conhecido no Norte e Nordeste do Brasil.


O auto popular do "Boi-de-mamão" nos lugares onde predominam os descendentes lusos, os chamados descendentes italianos ou de teutos, de brasileiros ou caboclos, ou, onde o estrangeiro aquelas festividades próprias do luso ou do seu descendente. O boi sempre foi festejado por ser uma importante figura como força de trabalho para os engenhos e para os transportes.


Quanto à época da sua realização há variantes, em que se enquadram todas dentro do período que vai do Natal ao Carnaval.


Em algumas localidades, como na colônia Maria Luíza, foram incorporadas á festa do boi catarinense as danças do pau-de-fitas e das balainhas, para introduzir o folguedo, antes da presença do boi.

A história do auto conta o drama do boi que fica doente, morre e é ressuscitado, para a alegria dos participantes. Ela se divide em cenas, cada qual com música, letra e seu personagem central próprio.


HISTÓRIA DA ORIGEM DO NOME


A história do Boi-de-Mamão iniciou-se quando um menino foi até a venda comprar bolacha e biscoitos para sua mãe tomar café às 6 horas da tarde.


Outro menino, um vizinho, enquanto isso, preparou um mamão maduro bem grande, fez dois furos, amarrou um cordão no pé do mamão e acendeu um pedacinho de vela dentro da fruta. E, quando o outro menino ia passando com o biscoito e a bolacha, ele puxou o cordão, dando um enorme susto no garoto, que jogou para o alto suas compras e saiu em disparada. Entrou em sua casa, gritando como louco:

-"Um boi de mamão, um boi de mamão!...."


A mãe, sem saber do acontecido e com pena do filho, foi até a vizinha pedir uma explicação. Essa não tardou em explicar que:


-"Foi o meu menino que pegou um mamão bem maduro, bem vermelho por dentro, fez dois furos, acendeu uma vela dentro dele e pregou o maior susto em seu filho".


Nesse momento, os dois meninos passaram a brigar, mas as mães conseguiram separá-los, prometendo realizar um outro tipo de brincadeira de Boi. Costuraram um Boi de pano que levou o nome de Boi-de-Mamão. Um dos meninos era o vaqueiro e o outro brincava vestindo a roupa do Boi.


Em seguida, atraído pelas risadas da brincadeira, chegou mais um menino que quis participar. Ficou sendo o Mateus. Chega então uma menina, que acabou assumindo a personagem Maricota. Mas daí, foram se chegando outros meninos da comunidade. Um brincou debaixo da fantasia de urubu, que deve beliscar o boi quando ele morre. Outro vestiu o cavalinho, que deveria laçar o Boi e, foi assim que nasceu essa maravilhosa e alegre brincadeira que ainda hoje, percorre cantos e recantos, desdobrando-se em diferentes espaços, ocupando as mais variadas caras e jeitos.


RENASCENDO À CADA ANO


O Boi-de-Mamão é uma brincadeira muito popular, que continua sendo realizada anualmente. O Boi já morreu e renasceu em muitos momentos históricos, mas não devemos nos esquecer, que ele renasce sempre nas mãos das pessoas, que vêm carregadas de seus desejos.

Esse Boi exige, some, reaparece, se curva, vai brincando com a vida e alegrando os corações de crianças e adultos.

O Boi-de-Mamão que está ainda por aí, é um boi brincante que nos ensina que todos podemos ter esperanças de dias melhores.

Ele é um Boi para ser sentido, olhado, mas também para ser vivido.


FIGURANTES e EVOLUÇÃO DO FOLGUEDO


Entre os figurantes do auto temos:

O "vaqueiro", chefe do bando, que é assim denominado no Vargedo, em outros lugares é conhecido como "Chamador", ou ainda por "Mateus". Ele vai sempre a frente, tendo à mão um bordão para chamar o "boizinho". Nas cidades de Joinville e Florianópolis o Mateus é uma espécie de palhaço que utiliza máscara e ajuda o médico a salvar o boi. Ao lado de outros figurantes, Mateus teatraliza o espaço vago das apresentações e é a figura de maior destaque no quadro da morte do boi.


O elemento principal como o próprio nome indica é o boi, portanto, personagem obrigatório. Consiste em uma armação de madeira, sobre a qual estendem um pano grande, branco ou preto, com remendos da cor, imitando as manchas do couro do boi natural. Sob a armação vai o "brincador" (como o chamam). Ao boizinho dão um nome qualquer: Pintado, Malhado (Boi Pampa), etc. A não ser na hora em que brinca, o boizinho mantêm-se deitado. Atende só aos chamados do "Chamador", seu patrão. O "brincador" é mudado, de vez em quando, para não cansar. Há localidades, como em Jaguará do Sul, que existem bois chamados de Surtão ou Jaraguá (metade preto e metade branco), que é um tipo de bernúncia, que brinca de pé com um só personagem, com a mesma bocarra, sem cantoria própria, apenas citada na cantoria dos bichos.


Encontramos também, com a mesma persistência o "Cavalinho" (para homenagear o tropeiro que guiava a boiada) com exceção da localidade de Lajeado, onde não aparece.


A "Cabra", aparece, tão somente nos autos do Rio das Pedras e de Capivara e Conquista.

Há o marimbondo miudinho, com asas e tudo, com cantoria própria, o Cururu, o cachorro, que espanta o urubu quando este vem pinicar o boi doente, o macaco a virar cambalhotas pelo terreiro afora, o urso que comeu o milho do roçado e, sempre recolhendo dinheiro, a Jaruva, o leão, o jacaré e a girafa.


A "Bernúncia"(um tipo de dragão que engole gente) é totalmente catarinense, mas que segundo alguns estudos, seria uma estilização do dragão chinês, trazida para nossa cultura pelos imigrantes. O primeiro registro desse personagem foi realizado na cidade de São José, próximo a Florianópolis, a partir de 1920. A Bernúncia é um bicho medonho, guiado pelos dançadores que ficam serpenteando debaixo do seu corpo de pano. A figura é uma espécie de gigantesca cobra de tecido com uma enorme cabeça de papelão que anda entre os participantes abrindo e fechando sua bocarra, em busca de alguém para engolir. Quem é comido, passa a fazer parte do corpo do bicho, aumentando seu tamanho. Parece estar associada às histórias do bicho-papão ou da cuca que gosta de sair atrás das crianças para comê-las. Algumas vezes é apresentado o Barão, o parceiro macho da Bernúncia, com aspecto maior e mais fantasmagórico. A boca cheia de dentes e o corpo coberto de barba-de-pau presa ao pano dá ao personagem um aspecto monstruoso.


Também encontramos a gigantesca Maricota, que pode ser chamada de Tiroleza em algumas localidades. A Maricota é uma armação de madeira, com uns três metros de altura, tendo por dentro um cruzamento entre a armação que é acolchoada, a fim de ficar sobre os ombros da pessoa que brinca dentro dela. No centro da armação alguns colocam um pau, com o qual o brincador mantém o equilíbrio da figura. O rosto é uma máscara com a fisionomia de mulher, de dimensões exageradas. Os braços são soltos e em uma das mãos carrega uma bolsa. Com os movimentos do dançador, os braços se abrem e, propositadamente, atingem as pessoas. O vestido que cobre a armação é de chita estampada berrante. Das orelhas pendem brincos enormes.

Doralécio nos conta que encontrou em uma encenação do boi em Imbituba outra figura de uma mulher gigante chamada de Saborosa. A cabeça e o rosto eram de porongo. Os olhos, a boca e o nariz eram abertos, forrados com papel vermelho transparente. No seu interior haviam colocado uma vela acesa, de maneira que de longe dava a impressão de que a boneca estava viva, considerando-se que essas brincadeiras são realizadas sempre à noite.


"Palhaços"e "Mascarados" são encontrados nos folguedos de Lajeado. Estes são trajados com roupas velhas, máscaras e bordão. Os mascarados são incumbidos de pedir esmolas aos donos das casas que visitam. Toda a receita arrecadada, muitas vezes, são oferecidas à Igreja local.

O "Doutor", tem funções de benzedor, pois com um galhinho qualquer diz:


"Eu benzo este boi

Com um galhinho de manjericão

O dono da casa

Tem que pagar um patacão!"

Eis algumas letras das cantorias dos trovadores repentistas:

"O meu boi é de mamão!

Coro: É sim, senhor!

Ora bumba, meu boi

Coro: Lá vai o boi!

Ó meu cavalinho

Entra cá prá dentro

Que o dono da casa

Já te deu licença

O meu boi é de mamão! etc...etc..

Ó meu cavalinho

De sela amarela

Não namora as moças

Que elas são donzelas!

O meu boi é de mamão! etc...etc..

Brinca Bernúncia, brinca

Ela brinca bem.

Se não brincar direito

Ela aqui não vem.

O meu boi é de mamão! etc...etc.."

sair pela cidade/Vou usar minha razão/Eu vou mudar esta história
Com o meu boi de mamão/Vou acabar co’esta tristeza/De ver meu povo chorar
Eu quero ver muita folia/Quero ver meu boi brincar

É a maricota dançando na rua/Mostrando que a luta não pode parar
É o jaraguá com a meninada/É o povo unido no mesmo lugar
É o vaqueiro na peça do boi/Aprendeu com a vida não pode errar
Oi abram alas minha gente/Que a bernuncia quer passar

Eu vou botá meu boi na rua/Quero ver meu boi brincar.


A brincadeira aborda um tema épico (a morte e ressurreição do boi). Apresenta a pantomima das investidas do boi, a sua morte, a encenação da cura, envolvendo todos os personagens, culminando com a ressurreição do boi.


A “cantoria” acompanha toda a apresentação cantando versos alusivos às figuras e à dramatização. Os instrumentistas são três, normalmente tocando um violão, um cavaquinho e um pandeiro.

O folguedo do Boi-de-mamão é uma das manifestações mais significativas da cultura popular catarinense. Está presente nos municípios do litoral e principalmente em Florianópolis, Capital de Santa Catarina, onde concentra o maior número de grupos.


UM BRASIL DE MUITOS PAÍSES......


Este é o nosso Brasil, terra de "festança" o ano inteiro, de todos os jeitos e para todos os gostos.

É bumba-meu-boi no Norte e no Nordeste. É Boi-de-mamão no litoral de sol e magia Catarinense, que transforma o povo e as ruas em quadros de pura alegria e exaltação da vida.

Entremeado de culturas, o Brasil é terra de muitos países.....


Lugar de transformação contínua, que nos devolveu em seiva e encantos os corpos que lhe confiamos. Aqui se vive, se canta e se encena a miscigenação das raças, no embalo de esperanças animadoras e iluminadas, que são nossas tradições e costumes e que refletem a riqueza da imaginação de nosso povo.


Um Brasil de muitos países....terra de sons mágicos, ritmos de encantamento, de filhos amados e hospitaleiros, de lucilante seduções e magnificente colorido...Oásis para ambiciosos audazes, onde aportaram culturas diferentes e de desconcertante requinte.


Venha, a mesa está posta! Pratos decorados com sedutoras heranças já estão servidos. Sente-se e desfrute deste maravilhoso arsenal de raízes etnicas, aureoladas de glória e saber profundo.


Bibliografia:

Dança Brasil - Gustavo Côrtes

Folclore Catarinense - Doralécio Soares

quarta-feira, 8 de julho de 2009

Vivendo Florianópolis


Situada no centro-leste do Estado de Santa Catarina, Florianópolis é considerada a Capital Turistica, do Mercosul.

Encontra-se na Ilha de Santa Catarina, banhada pelo Oceano Atlântico, é uma região de belezas naturais raras, onde juntamente com a região continental formam um conjunto de 100 praias, algumas praticamente intocadas e desertas.

É a capital brasileira com maior indice de desenvolvimento humano, segundo relatório da ONU, e a quarta cidade brasileira em qualidade de vida.

Seus primeiros habitantes foram os índios carijós de origem tupi-guarany, mas existem registros de povoamento de civilizações dos sambaquis datadas de 4800 a.C..

Seu maior cartão postal é a Ponte Hercilio Luz, a primeira forma de ligação da ilha com o continente. Florianópolis abriga hoje uma populaçõ de cerca de 400 mil habitantes.

Seu primeiro nome foi Ilha de Santa Catarina, depois quando passou a categoria de vila foi chamada de Nossa Senhora do Desterro, até tornar-se cidade onde passou a chamar-se Desterro, após o Fim da Revolução Federalista de 1894, Hercilio Luz mudou o nome para Florianópolis em homenagem ao Presidente Floriano Peixoto.

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quarta-feira, 24 de junho de 2009

Conhecendo Bento Golçalves

Bento Gonçalves da Silva, um dos maiores icones da revolução farroupilha, ocorrida no Rio Grande do Sul, de 1835 à 1845.

Filho de Joaquim Gonçalves da Silva e Perpétua da Costa Meirelles, destacou-se como militar caucango primeiramente o cargo de comandante de cavalaria, posteriormente coronel de guerrilha devido a sua participação decisiva na Guerra Cisplatina.

Posteirormente a Guerra, foi nomeado Cononel de estado-maior pelo Imperador D. Pedro I, recebeu o comando militar da provincia do Rio Grande.

Durante a revolução farroupilha foi preso no Rio de Janeiro, mais tarde Transferido para Bahia, de onde conseguiu fugir com a ajuda da Maçonaria, quando então retornou ao Rio grande que já havia sido proclamado republica pelo General Neto, onde assumiu a presidência.

Bento Gonçalves faleceu em 18 de julho de 1847. Seus restos mortais encontram-se sob monumento na praça tamadaré na cidade de Rio Grande.

A revolução farroupilha teve inicio em 1835 e durou dez anos.

segunda-feira, 22 de junho de 2009

Conhecendo Laguna


Para quem deseja desfrutar de uma bela paisagem, e muita história, uma ótima opção é Laguna no Litoral Sul do estado.

Cercada pelo mar, apresenta uma beleza peculiar, tendo como principais pontos turisticos, o Morro da Glória, o Farol de Santa Marta, o Cais do porto, onde é realizada a tradicional pesca com os botos, além da Igreja de Santo Antonio dos Anjos, o Museu de Anita Garibaldi, e a Casa onde viveu Anita, a nossa Heroína dos dois Mundos.

De colonização açoriana guarda até hoje sua caracteristica arquitetonica bem evidenciada, nas construçóes muito bem preservadas.

Outro atrativo é a encenação da tomada de Laguna, durante a revolução farroupilha, retratada com detalhes todos os anos no mês de julho.

Terra de um povo alegre e hospitaleiro laguna é sem duvida alguma um dos melhores pontos de turismo de nosso estado e você não pode perder essa riquissima oportunidade.

segunda-feira, 8 de junho de 2009

A Festa do Pinhão



Temos hoje na Festa Nacional do Pinhão, uma das maiores vitrines da Cultura sul Brasileira, desde sua primeira edição, ainda em meados da década de 70, até hoje já em carater nacional guarda em suas raizes a questão cultural da serra e aspectos regionalisticos tais como: danças, poesias, música, na qual destacamos a Sapecada da Canção Nativa e a Sapecada da Serra, ponto para o surgimento de novos fenomenos da musica nativista e regionalista, já na sua 17ª edição.

No mais destacamos ainda toda a culinária, artesanato e shows que são um atrativo a parte da festa.

vale a pena conferir!
Conheça Lages

quinta-feira, 4 de junho de 2009

13º FAM - Florianópolis Audiovisual Mercosul




Neste blog falamos muito em cultura, e cinema é cultura.
Retornemos aos primórdios, quando em 28 de Dezembro de 1825 na França os irmãos Lumière, realizam a primeira exibição cinematográfica com o filme L'Arrivée d'un Train à La Ciotat.
De lá até então muita coisa mudou, muito se aperfeiçou e novas tecnologias cinematográficas surgiram.
Chegamos aos dias atuais e especificamente em SC temos para alegria de todos os apaixonados pela sétima arte o13º FAM - Florianópolis Audiovisual Mercosul, festival de cinema que reune um material de qualidade, que estará a disposição de todos os aficcionados por esta arte.
Convidamos a todos que façam presença na UFSC e prestigiem este maravilhoso evento da sétima arte, que ocorre do dia 05 à 12 de junho de 2009.
Impossivel descrever!
(leia mais)

sexta-feira, 29 de maio de 2009

O Povo Dos Sambaquis

SAMBAQUIS é o nome que foi dado à sítios pré-históricos formados pela acumulação de conchas e moluscos, ossos humanos e de animais, que foram descobertos em várias regiões do Brasil, mas principalmente no Sul.

Os sambaquis nos provam a existência de comunidades de caçadores e coletores, os quais, consumiam os moluscos, para depois amontoar suas cascas para morar sobre elas, já que constituíam um lugar alto e seco.

No interior dos sambaquis foram encontrados vestígios de fogueiras, instrumentos cortantes, amoladores, restos de mamíferos, além de ossos de peixes, répteis e baleias.

Sabe-se, portanto, que este povo, que viveu há mais de 1.500 anos atrás, já produzia machados de pedra polida, ornamentos de conchas, instrumentos feitos de ossos de animais e zoólitos ou pequenas peças esculpidas em pedra representando animais.

Foram ainda encontradas ossadas humanas, depositadas com seus pertences, o que nos leva a acreditar que os sambaquis também eram usados como Monumentos Funerários.

Ocupação após ocupação, passou-se milênios, o que fez com que os amontoados de moluscos alcançassem alturas fantásticas. O Estado de Santa Catarina possui o maior sambaquis do mundo, espalhados pelo seu litoral, de norte a sul. Esses sambaquis chegaram a ter centenas de metros de extensão por 25 metros de altura e idade aproximada de 5.000 anos.

O povo dos sambaquis ignoravam a olaria, a agricultura, a domesticação normal de qualquer espécie, mesmo o cão, que os índios atuais conhecem. Vivia principalmente da pesca e da apanha, e muito pouco da caça. Não possuindo instrumentos mais potentes de arremesso, talvez nem mesmo o arco e a flecha, a caça de animais grandes, como o tapir, a onça, certamente por meio de armadilha. A presença da baleia explica-se pela freqüência com que este cetáceo encalhava nas nossas praias, fato muitíssimo registrado ainda nos séculos XVI e XVII.

Como o alimento era muito abundante no litoral, esse povo não precisava ficar se deslocando como os do interior. Só deveriam ter o cuidado de escolherem lugares elevados, próximos da praia, onde tivessem também alguma fonte de água doce e daí estabeleciam-se por anos, ou até séculos.

COMO ERAM ELES?

Entre as características físicas mais marcantes deste povo está nas diferentes alturas dos esqueletos de homens, com uma média de 1,60m, e de mulheres, com 1,50m, ambos vivendo 30 a 35 anos em média.

O tórax e membros superiores bem desenvolvidos levam a crer que os indivíduos eram bons nadadores e provavelmente remadores de canoas. Tal suposição é apoiada também pela presença de restos de peixes de espécies como a garoupa e miragaia, típicas de regiões mais profundas e com pedras que, para serem capturadas, exigiria que o pescador se deslocasse da beira da praia.

Outra característica importante é o desgaste de algumas regiões da arcada dentária, que aponta o costume deste povo consumir alimentos duros e abrasivos.

Apesar do número de sambaquis existentes no Brasil não ser consenso entre os arqueólogos, é possível que possam passar de mil, com idades que variam de 1,5 mil a 8 mil anos, sendo que a maioria tem cerca de 4 mil anos. As datações são feitas através do método do carbono 14 em carvões fossilizados em várias alturas de um sambaqui.

No Brasil, o estudo científico dos sambaquis é relativamente recente e mesmo em toda a América do Sul poucas são as análises, que foram seriamente estudadas. Além disso, muitos sítios arqueológicos já foram danificados.

Muitos sambaquis foram destruídos pela exploração inconseqüente das pessoas.

A cultura sambaqui desapareceu misteriosamente há quase 1.000 anos. Acredita-se que foram exterminados pelos tupis ou aculturado por eles.
Os sambaquis constituem o alicerce básico para entendermos a cultura de um longínquo período da evolução do homem, por isso é tão importante a sua preservação.

Texto pesquisado e desenvolvido por
ROSANE VOLPATTO

quarta-feira, 20 de maio de 2009

Agenda Floripa

1° Seminário Nacional de Sociologia Econômica
Até 22/5

O evento é voltado a pesquisadores, docentes e alunos tanto da graduação como da pós-graduação das ciências sociais e áreas afins. O 1° Seminário Nacional de Sociologia Econômica reúne apresentações de trabalhos e debates entre pesquisadores interessados na temática da Sociologia Econômica.
Local: Centro de Filosofia e Ciências Humanas da Universidade Federal de Santa Catarina - campus Trindade.
Valor: alunos R$ 60 e professores R$ 90.
Informações: no site.

Semana do Sertanejo Universitário
Até 23/5

Chegou a semana do sertanejo universitário na dança de salão. O ritmo está em alta no Brasil garante a equipe Bailare: "o sertanejo universitário mostra estar em uma onda capaz de arrastar legiões de jovens à casas de shows temáticas. Venha e aprenda a fazer bonito."
Local: Bailare - Rodovia Admar Gonzaga, s/n - Sede do Centro Comunitário do Itacorubi (esquina com a Servidão José Antônio de Lima, perto do Epagri e do Cetre).
Horário: Segunda, terça e quinta-feira, das 20h30 às 22h30 e sábado, das 18h às 20h.
Valor: Aula avulsa, pacote semanal e pacote mensal com vários preços. Individual ou casal.
Informações: (48) 3733-5882 e 8412-1403, pelo e-mail bailare@bailare.com.br ou pelo site www.bailare.com.br.

1ª Mostra Internacional de Fotografia Pin Hole
Até 30/5

O fotógrafo André Auler reúne trabalhos de doze expositores da Alemanha, Argentina, Brasil, Colômbia, Finlândia, França e Uruguai. As ampliações coloridas e em preto e branco são feitas a partir da técnica pin hole. O método remete ao princípio da fotografia, sem lente e utilizando qualquer caixa em que a luz penetre apenas por um pequeno orifício.
Local: Cultural Bento Silvério (Casarão da Lagoa) - Rua Henrique Veras do Nascimento, 50 - Lagoa da Conceição.
Horário: Segunda a sexta das 13h às 19h.
Valor: gratuito.
Informações: (48) 9116-9773.




Projeto Outono com Arte
Até 31/5

No projeto Outono com Arte a primeira exposição é do pintor ilhéu Tolentino, que coloca em suas obras o colorido e o resgate do boi de mamão e do folclore açoriano de Florianópolis. Ao longo da estação vários artistas mostrarão seus trabalhos por meio do projeto.
Local: Espaço Cultural do Hotel Valerim Plaza - Rua Felipe Schmidt, 705 - Centro.
Horário: Das 10h às 20h.
Valor: gratuito.
Informações: (48) 2106-0200.

O Tarot de Visconti
Dia 20/5

O Sistema Visconti é o único tarot com total interação bionergética, concebido por Leonardo Da Vinci. Criado em 1472, o Sistema é um código divinatório que integra elementos da alquimia ocidental, o simbolismo dos chackras e o conhecimento oriental. Palestra de Luiz Felipe Klein.
Local: Centro Metafísica - Atman Amara - Rua José Francisco Dias Areias, 390 - Trindade.
Horário: 19h30.
Valor: gratuito.
Informações e inscrições: (48) 3333-2311, 9961-6709 e no site www.atmanamara.com.br.

Lançamento do CD Janelas
Dia 20/5

Thomás Pessoa lança o seu primeiro CD intitulado Janelas, produzido por Laurinho Linhares. No lançamento faz um pocket show para mostrar um pouco das dez faixas presentes no trabalho de estreia.
Local: Livraria Saraiva do Shopping Iguatemi - Avenida Madre Benvenuta, 687 - Santa Mônica.
Horário: 20h.
Valor: gratuito.
Informações: (48) 3234-3474.

Recital Poético
Dia 20/5

Leitura bilingue de catalão e espanhol com Melcion Mateu. Nasceu em Barcelona e lançou os livros Vida Evidet, Ningú e Petit. Traduziu vários autores da língua inglesa e colaborou com vários jornais.
Local: Instituto Cervantes de Florianópolis - Rua Esteves Júnior, 280 - Centro.
Horário: 18h.
Valor: gratuito.
Informações: (48) 3225-0224.



Visita ao Museu Histórico de Santa Catarina
Dia 21/5

Na Semana Nacional de Museus a terceira idade é convidada para um passeio turístico cultural em um ônibus panorâmico, com visita ao Museu Histórico de Santa Catarina.
Local: Museu Histórico de Santa Catarina - Praça XV de Novembro, 227 - Centro.
Horário: 14h.
Valor: gratuito.
Informações: (48) 3953-2324/ 3028-8091.

Audiência Pública e Debate da Proposta da Nova Lei de Fomento à Cultura do Governo Federal
Dia 21/5

Debate da Lei de Fomento à Cultura para substitiuir a Lei Rouanet, que define rumos do financiamento da Cultura no Brasil. Presença do Ministro da Cultura João Luiz Silva Ferreira, além de Gilmar Knaesel, Anita Pires, Péricles Prade e Pita Camargo.
Local: Assembléia Legislativa do Estado de Santa Catarina - Rua Doutor Jorge Luz Fontes, 310 - Centro.
Horário: 14h.
Valor: gratuito.
Informações: (48) 9101-1183.

O Pretexto
Dia 21/5

Abertura da exposição O Pretexto 2008 que mostra o processo de criação, mercado e artístico da exposição de arte em todas as cidades onde o Sesc atua. Coordenado pelo Sesc Florianópolis e assessorado por Roberto Freitas. Os artistas são Cláudio Trindade, Diego de Los Campos, Julia Amaral, Karina Zen, Lilian Barbon, Luana Raiter, Marina Borck, Renata Patrão, Roberta Tassinari e Talita Esquivel.
Local: Memorial Meyer Filho do Centro Cultural de Florianópolis - Praça XV de novembro, 180 - Centro.
Horário: 19h.
Valor: gratuito.
Informações: (48) 3229-2208 / 3229-2209.

Mesa Redonda: Museus e Turismo
Dia 22/5

Fazendo parte da Semana Nacional de Museus os palestrantes Giacarlo Moser (Mestre em Gestão de Patrimônio Cultural e Turismo), Maria das Graças Silva Prudêncio (especializada em Museologia) e Viviane Bueno (diretora da Fundação Cultural de Canoinhas) realizam um debate.
Local: Museu Histórico de Santa Catarina - Praça XV de Novembro, 227 - Centro.
Horário: 15h.
Valor: gratuito.
Informações: (48) 3953-2324/ 3028-8091.

Beer Metal Festival
Dia 23/5

Encontro de roqueiros e metaleiros que adoram cerveja e boa música. A primeira edição do festival prestigia as bandas locais em doze horas de som das bandas Osculum Obscenum, Khrophus, Vortex, Homicide, Sengaya, Pogo Zero Zero, Desarranjo Harmônico, Selvagens da Monareta e Palheta do Destino. Ainda, sorteio de CDs, camisetas, tatuagens e DVDs. Local: Centro Comunitário de Forquilhinhas.
Horário: 20h.
Valor: R$ 10 (ganha duas cervejas lata).
Informações: (48) 9907-4557.


Futebol Freestyle
Dia 23/5

Primeiro evento de futebol freestyle do sul do Brasil com a participação de atletas de todo o país, em uma estrutura diferenciada. O evento inclui arte, música, ritmos e grandes malabaristas da bola.
Local: PKm8 - Rodovia Admar Gonzaga, Km 8 - Santo Antônio de Lisboa.
Ponto de venda: Pieri Sport (Centro e Shopping Itaguaçu).
Horário: 19h.
Valor: 1º lote R$ 20, 2º lote R$ 25 e 3º lote R$ 30.
Informações: Veja nossa página de Inscrições.


Hora do Conto
Dias 23 e 30/5

Projeto Hora do Conto atrai cada vez mais crianças e jovens. São momentos em que todos viajam pelo mundo da imaginação, estimulando-os ao hábito da leitura e a busca por diferentes obras e temas literários. Semanalmente, aos sábados.
Local: Livraria Catarinense do Shopping Beiramar - Rua Bocaiúva, 2468 - Centro e da Rua Felipe Schmidt, 60 - Centro.
Horário: Das 10h às 12h na Felipe Schmidt. Das 15h às 17h no Beiramar Shopping.
Valor: gratuito.
Informações: (48) 3223-4647.



Noite de Vinhos
Dia 24/5

O projeto Saúde Criança Recontar realiza uma noite para apreciação de bons vinhos e queijos à beira-mar. O objetivo é ajudar crianças doentes e suas famílias de baixa renda a terem mais qualidade de vida. Apresentação de François Muleka da Cia. Gentil.
Local: Pousada Mar de Dentro - Caminho dos Açores, 1929 - Santo Antônio de Lisboa.
Ponto de venda: Associação Saúde Criança Recontar - Rua Lauro Linhares, 728 - Trindade.
Horário: 18h.
Valor: R$ 15 com direito a três taças de vinho. Crianças até 10 anos não pagam. Entre 11 e 18 anos pagam R$ 10.
Informações: (48) 3236-2290.


8ª Jornatec
Dias 25 e 26/5

Ao completar 10 anos, a Jornada Catarinense de Tecnologia Educacional, traz, com exclusividade, especialistas mundiais em educação, como Ladislau Dowbor, Hamilton Werneck e Miguel Arroyo. Educadores interessados em garantir a participação contam com pacotes de turismo. Há um pré-evento no dia 24 de maio.
Local: Centrosul - Centro.
Valor:
Individual - Até 30/4, R$ 100. Até 15/5, R$ 120. Após, R$ 150. Estudante - Até 30/4, R$ 50. Até 15/5, R$ 60. Após R$ 75.
Mini-curso/ seminário - R$ 50.
*Preços especiais para grupos.
Informações: (48) 3223-4647.

Semana do Rock
De 25 a 30/5

A mistura de alguns ritmos como swing, fox e outros. Pode ser praticado em uma grande variedade de estilos musicais. Também chamado de soltinho, é a forma brasileira de dançar o rock e o swing.
Local: Bailare - Rodovia Admar Gonzaga s/n - Sede do Centro Comunitário do Itacorubi (esquina com a Servidão José Antônio de Lima, perto do Epagri e do Cetre).
Horário: Segunda, terça e quinta-feira, das 20h30 às 22h30 e sábado, das 18h às 20h.
Valor: Aula avulsa, pacote semanal e pacote mensal com vários preços. Individual ou casal.
Informações: (48) 3733-5882 e 8412-1403, pelo e-mail bailare@bailare.com.br ou pelo site www.bailare.com.br.



4º Seminário Internacional Múltipla Dança
De 25 a 30/5

Florianópolis recebe espetáculos, mostras, palestras, diálogos, lançamentos, oficinas e residência em dança durante cinco dias. Com forte difusão da dança contemporânea o Múltipla Dança celebra o Ano da França no Brasil, com a presença dos convidados franceses Nathalie Pubellier e Christophe Martin, além de visitantes de todo o Brasil.
Local: Aliança Francesa, Ufsc, Udesc, Fundação Badesc, Sesc e Teatro Álvaro de Carvalho.
Horário: das 9h às 18h.
Valor: Variado.
Informações: (48) 3222-8925.

2º Encontro Como Vai Sua Voz?
Dia 27/5

Encontro voltado para unidades educativas, entidades conveniadas e núcleos de educação de jovens e adultos da rede municipal de ensino de Florianópolis. Palestras e demonstrações de postura e entonação de voz fazem parte do programa.
Local: Centro de Educação Continuada - Rua Ferreira Lima, 82 - Centro.
Horário: das 18h às 20h.
Valor: gratuito.
Informações e inscrições: (48) 2106-5905 / 3106-5928.

Palestra A Arte da Gestão de Pessoas: Atrair, Desenvolver e Reter Talentos
Dia 27/5

Segunda edição do evento que destina-se aos profissionais de recursos humanos, empresários e todos os interessados pelo tema. Os assuntos abordados incluem atualidades na atração, desenvolvimento e retenção de talentos, práticas, utilização de ferramentas, tecnologia e avanços em gestão de pessoas. A ministrante é a psicóloga e analista de recursos humanos da Komcorp Cristiane Ribeiro. Todos os alimentos arrecadados serão doados ao Seove (Sociedade Espírita Obreiros da Vida Eterna).
Local: Auditório Komgroup - Avenida Mauro Ramos, 1450, 8º andar - Centro.
Horário: 19h
Valor: 1 kg de alimento não perecível.
Informações: (48) 2106-4305.

terça-feira, 19 de maio de 2009

Santa Catarina

Um Mosaíco de Etnias

Imigrantes portugueses, alemães, italianos, poloneses, austríacos, entre outras nacionalidades, trouxeram em sua bagagem, tradições e culturas, mantidas até hoje, compondo um colorido painel de atrativos, onde se incluem a arquitetura, a culinária, os costumes, as festas, a música, o floclore, o artesanato e a propria caracteristica humana de cada região.
Conhecedores de técnicas agicolas, e industriais, avançadas para a época, o Estado tomou impulso com a imigração dos europeus, impelindo o progresso da região e deixando até hoje, em todos os setores, a marcante influência de suas culturas.

quarta-feira, 13 de maio de 2009

JOÃO CARLOS D'ÁVILA PAIXÃO CÔRTES

JOÃO CARLOS D'ÁVILA PAIXÃO CÔRTES


O renascimento do tradicionalismo gaúcho confunde-se com a figura de João Carlos D’Ávila Paixão Côrtes. Em uma época em que as tradições rio-grandenses eram ignoradas, ele foi atrás das raízes de seu povo e, junto com Barbosa Lessa, cruzou a Argentina, o Uruguai, Paraguai e Peru. Como pesquisador, sua preocupação centrou-se em promover e desenvolver a cultura popular dentro da história do Rio Grande do Sul.


Nascido em 12 de julho de 1927, na cidade de Santana do Livramento, fronteira do Brasil com o Uruguai, Paixão Côrtes tem suas heranças ligadas à agricultura e pecuária. De sua infância nas estâncias familiares veio o interesse pelo campo, o qual o levou a formar-se em Agronomia, com especialização em Ovinotecnia.
O distanciamento da vida do campo, fez Paixão notar a necessidade de fixar certos valores que havia aprendido de ancestralidade. Em 1947, com Glauco Saraiva, Barbosa Lessa, e Orlando Degrazia, grupo de estudantes secundaristas do Colégio Júlio de Castilhos, em Porto Alegre, deu origem ao Movimento Tradicionalista Gaúcho, que hoje congrega mais de 1.500 entidades. Na época, como relata , só se ouvia, nos galpões, a gaita, os versos de improviso e especialmente o Boi Barroso. Já Prenda Minha, era ouvida em um ambiente mais urbano. Neste mesmo ano, os rapazes saíram às ruas pilchados para escoltar os restos mortais do herói Farroupilha David Canabarro. Assim, surgiram as Rondas Crioulas, que mais tarde, originaram a Semana Farroupilha, em 11 de dezembro de 1964. Paixão também fundou o primeiro Centro de tradições Gaúchas, chamado de 35, em 24 de abril de 1948.
O primeiro contato de Paixão Cortes com o rádio foi em 1953, na rádio Farroupilha. Ele levou um grupo do Centro de Tradições Gaúchas 35 para uma apresentação ao vivo no programa de J. Antônio D’Ávila . Acabou sendo convidado pelo comunicador para apresentar, em estúdio, Festa no Galpão, programa que ficou no ar até 1957. Em primeiro de maio de 1955, ainda na rádio Farroupilha, Augusto Vampré diretor da emissora, convidou-o a apresentar um programa de auditório de caráter puramente regional. Paixão chamou o amigo Darci Fagundes, com quem formou uma dupla. Juntos lançaram o programa Grande Rodeio Coringa, que foi ao ar até 1957 e reformulou toda a história da fonografia riograndense, na comunicação dos temas regionais, abrindo caminho para músicos, cantores e compositores populares.
Em 1958, Paixão Côrtes foi convidado por Maurício Sirotsky e Frederico Arnaldo Balvé para apresentar "Festança na Querência", na rádio Gaúcha, programa de auditório, com uma hora de duração. Paixão dividia com Dimas Costa a animação do programa que era veiculado aos domingos. Festança na Querência foi ao ar de 1958 a 1967.
No ano de 1968, Paixão estava na Europa, levando o folclore do Rio Grande do Sul. Na ocasião encontrou Flávio Alcaraz Gomes, então diretor da rádio Guaíba. Ele convidou o tradicionalista para apresentar um programa de na emissora. Paixão passou, então, a apresentar dois programas na Guaíba; Querência, programa diário de lançamentos musicais, com dez minutos de duração e, Domingo com Paixão Côrtes, programa temático, com meia hora de duração.
De acordo com Paixão, a rádio Guaíba, com seu perfil de programação e audiência qualificados, foi importantíssima para a transformação de "grossura em cultura". Nesta época, a indústria fonográfica, já desenvolvida pela repercussão dos programas regionais no rádio, apresentava uma grande diversidade de artistas ligados à cultura do Rio Grande, o que facilitava a seleção musical dos programas de Paixão, que veio, também, a gravar, como intérprete, oito LPs (Long Plays ). Paixão Côrtes recebeu dois importantes prêmios fonográficos: Melhor Realização Folclórica Nacional (1962) e Melhor Cantor Masculino (1964).


Há 40 anos, meados da década de 50, existiam apenas cinco músicas gauchescas catalogadas. Essa pobreza de sons moveu Paixão Côrtes a promover novos grupos musicais. Em seus programas foram lançados Os Gaudérios, o conjunto vocal Farroupilha e outros. O comunicador viajava com freqüência para pesquisar e identificar novos valores, liderando um processo de desenvolvimento da cultura regional. Isto foi essencial para a ampliação da cobertura e expansão dos centros de tradições. No final de 1999 contava-se, aproximadamente,4200 Centros de Tradições Gaúchas espalhados pelo mundo.
Paixão Côrtes permaneceu na Rádio Guaíba até 1995. É convidado com reqüência para falar sobre assuntos ligados à cultura regional. O pesquisador possui um acervo de milhares de slides, centenas de fitas gravadas, filmes super 8 e vídeos sobre os costumes rio-grandenses. Todo esse material foi reconhecido e aprovado em vários Congressos Tradicionalistas. Suas investigações estenderam-se, também, a documentos e peças originais nos Museus do Louvre e Les Invalides, em Paris, no Museu do Trajo Português, em Lisboa, nos Museus Militar e do Padro, em Madrid, no Victória e Albert, em Londres e no Museu Militar da Escócia.
Por sua importância dentro da história gaúcha, a figura de Paixão Côrtes ficou eternizada em bronze na estátua do Laçador, reproduzida pelo escultor pelotense Antônio Caringi, instalada, em 1954, na rótula de entrada de Porto Alegre ( confluências das avenidas Farrapos, Ceará e dos Estados), frente ao Aeroporto Salgado Filho. Pelos seus mais de 50 anos de dedicação aos estudos sobre a cultura rio-grandense-do-sul, que lhe renderam mais de 30 obras sobre ovinocultura e folclore, recebeu a Ordem de Mérito Cultural.

O Sentido e o Valor do Tradicionalismo

O Sentido e
o Valor do Tradicionalismo
Barbosa Lessa

Aprovado pelo Primeiro Congresso Tradicionalista do
Rio Grande do Sul, Santa Maria, Julho de 1954

Comentários Cohenianos sobre o texto a seguir:

Esses dias, e pra ser mais exato foi em 28/10/2000, assisti a um debate sobre a obra de Barbosa Lessa onde falou o Ruben Oliven, prof. da Ufrgs e mais uma lista de tauras, como Luís Augusto Fischer, Mozart Pereira Soares, Tabajara Ruas além da Elisa Henkin e do próprio Barbosa.

E nesse debate, eu mais faceiro que mosca em rolha de xarope, ouvi o prof. Ruben explicar que naquela época, década de 40, final da guerra, o "chique" era ser moderno.

Ser moderno significava tomar Coca-Cola, saber tudo da vida dos artistas americanos, RENEGAR O NOSSO CAMPO, ser urbano, ser globalizado (hehehe, coisa nova, hein?!).

Vaí daí que o meu ídolo Barbosa Lessa escreveu o texto que segue, insurgindo-se contra aquele abandono do nosso passado, rural e campeiro, buscando resgatar não somente esta imagem como induzir a uma valorização do nosso, em contra-ponto com o "american way of life".

Te achega e baba... pero pouquito, senãon vão achar que estás com aftosa e...


Na vida humana, a sociedade - mais que o indivíduo - constitui a principal força na luta pela existência. Mas, para que o grupo social funcione como unidade, é necessário que os indivíduos que o compõem possuam modos de agir e de pensar coletivamente. Isto é conseguido através da "herança social" ou da "cultura". Graças à cultura comum, os membros de uma sociedade possuem a unidade psicológica que lhes permite viverem em conjunto, com um mínimo de confusão.

A cultura, assim, tem por finalidade adaptar o indivíduo não só ao seu ambiente natural, mas também ao seu lugar na sociedade. Toda a cultura inclui uma série de técnicas que ensinam ao indivíduo, desde a infância, a maneira como comportar-se na vida grupal. E graças à Tradição, essa cultura se transmite de uma geração a outra, capacitando sempre os novos indivíduos a uma pronta integração na vida em sociedade.



I - A DESINTEGRAÇÃO DE NOSSA SOCIEDADE

A cultura e a sociedade ocidental estão sofrendo um assustador processo de desintegração. Incluídas nesse panorama geral, a cultura e a sociedade de quaisquer dos povos ocidentais, necessariamente, apresentam, com maior ou menor intensidade, idêntica dissolução. É nos grandes centros urbanos que esse fenômeno se desenha mais nítido, através das estatísticas sempre crescentes de crime, divórcio, suicídio, adultério, delinqüência juvenil e outros índices de desintegração social.

Analisando tais circunstâncias, mestres da moderna Sociologia chegaram à conclusão de que problemas sociais cruciantes da atualidade são causados, ou incentivados, pelo relaxamento do controle dos costumes e noções tradicionais de cada cultura.



II - OS DOIS FATORES DE DESINTEGRAÇÃO

Sociólogos de renome afirmam que a desintegração social, característica de nossa época, é devida a dois fatores:

Primeiro: o enfraquecimento das culturas locais.

Segundo: o desaparecimento gradativo dos "Grupos Locais" comunidades transmissoras de cultura.

Analisemos, então, esses dois fatores.


A) O ENFRAQUECIMENTO DO NÚCLEO CULTURAL

A cultura de qualquer sociedade se compõe de duas partes.

Há um núcleo sólido, de certa forma estável, constituído pelo PATRIMÔNIO TRADICIONAL. Nesse núcleo se concentram aqueles inúmeros hábitos, princípios morais, valores, associações e reações emocionais partilhados por TODOS os membros de determinada sociedade (como a linguagem, a indumentária típica, os princípios fundamentais de moral, etc. ou ainda, por TODOS os membros de certas categorias de indivíduos, dentro da sociedade (como as ocupações reservadas só às mulheres ou só aos homens, as reações emocionais típicas de todos os velhos ou de todas as crianças, bem como os conhecimentos técnicos reservados aos ferreiros, aos médicos, aos agricultores, etc.). Tais elementos culturais contribuem para o bem-estar da coletividade, pois o indivíduo fica sabendo como comportar-se em grupo, e qual o comportamento que pode esperar dos outros("expectativas de comportamento"). Em suma: o cerne cultural dá, aos indivíduos, a unidade psicológica essencial ao funcionamento da sociedade.

Mas, cercando o núcleo, existe uma zona fluída e instável, constituída por elementos culturais chamados, em sociologia, Alternativas, e que são traços partilhados apenas por ALGUNS indivíduos, representando diferentes reações às mesmas situações, ou diferentes técnicas para alcançar os mesmos fins. (Certa pessoa viaja a cavalo, fazendo o mesmo percurso que outra prefere realizar em carroça; certa pessoa sente-se tremendamente ofendida se alguém faz "crítica" a um defeito físico seu, enquanto outra se comporta resignadamente face a tais críticas; etc.)

É esta zona de Alternativas que permite à cultura crescer e acomodar-se aos avanços de uma civilização. Evidentemente, quanto maior for o entrechoque com culturas diversas, maior será a possibilidade de adoção de novas Alternativas, por parte dos membros de uma sociedade.

Quando a cultura de determinado povo é invadida por novos hábitos e novas idéias, duas coisas podem ocorrer:

Se o patrimônio tradicional dessa cultura é coerente e forte, a sociedade só tem a lucrar com o referido contato, pois sabe analisar, escolher e integrar em seio aqueles traços culturais novos que, dentre muitos, realmente sejam benéficos à coletividade.

Se , porém, a cultura invadida não é predominante e forte, a confusão social é inevitável: idéias e hábitos incoerentes sufocam o núcleo cultural, desnorteando os indivíduos, e fazendo-os titubear entre as crença e valores mais antagônicos. Quem mais sofre com essa confusão social - acentua o sociólogo Donal Pierson - são as crianças e os adolescentes, os responsáveis pela sociedade do porvir.

Crescendo nessas circunstâncias, a criança não sabe como agir, não é capaz de assumir, em seu espírito, qualquer expectativa clara de comportamento. E assim se originam, entre outros, os problemas da delinqüência juvenil, resultados de uma desintegração social.

Pois bem. Devido ao surto surpreendente do maquinismo em nossos dias, bem como da facilidade de intercâmbio cultural entre os mais diversos povos, observa-se que o núcleo das culturas locais ou regionais vai se reduzindo gradativamente, a ponto de se ver sufocado pela zona das Alternativas. E a fluidez naturalmente se acentua, à medida que as sociedades mantêm novos contatos com traços culturais diferentes ou antagônicos, introduzidos por viajantes ou imigrantes, ou difundidos por livros, imprensa, cinema, etc. Nossa civilização, antes alicerçada num núcleo sólido e coerente, transformou-se numa variedades de Alternativas, entre as quais o indivíduo tem que escolher.. Sem ampla comunidade de hábitos e de idéias, porém, os indivíduos não reagem com unidade a certos estímulos, nem podem cooperar eficientemente. Daí os conflitos de ordem moral que afligem o indivíduo, fazendo atarantar-se sem saber quais as opiniões e os valores que merecem acatamento.

Essa insegurança reflete-se imediatamente na sociedade como um todo e, consequentemente no Estado, pois, conforme ensina Ralph Linton "embora os problemas de organizar e governar Estados nunca tenham sido perfeitamente resolvidos, uma coisa parece certa: se os cidadãos tiverem interesses e culturas comuns, com a vontade unificada que daí advém, quase qualquer tipo de organização formal de governo funcionará eficientemente; mas se isso não se verificar, nenhuma elaboração e padrões formais de governo, nenhuma multiplicação de lei, produzirá um Estado eficiente ou cidadãos satisfeitos".


B) O DESAPARECIMENTO DOS "GRUPOS LOCAIS"

As duas unidades mais sociais mais importantes, como transmissoras de cultura, são a "família" e o "grupo local". Através dessas duas unidades, o indivíduo recebe, com maior intensidade, a sua "herança social".

São exemplos de "grupo local", em nossa sociedade, o "vizindário" ou "pago" das populações rurais, bem como as pequenas vilas do interior, ou ainda (um exemplo do passado) os bairros com vida própria das cidades de há alguns anos atrás.

Por "grupo local" entende-se o agregado de famílias e de indivíduos avulsos que vivem juntos em certa área, compartilhando hábitos e noções comuns.

Embora não tenha organização formal (como o distrito ou o município), o "grupo local" é a unidade social autêntica. O "pago", por exemplo, influencia a vida dos seus membros, estabelece limites à vida social (quais as famílias que podem ser convidadas para as festas) , mantém elevado grau de cooperação entre os indivíduos, pois todos devem se auxiliar (antigos trabalhos de puxirão) e cada qual tem consciência desse dever de auxílio mútuo. O Indivíduo conhece perfeitamente os costumes e os princípios morais instituídos pelo seu "pago"; além disso, há um conhecimento íntimo entre os membros de um mesmo "pago" (conhecem-se até os animais objetos pertencentes aos vizinhos). Todas essas circunstâncias influem para que o "grupo local" se constitua numa potente barragem para as transgressões à ordem pública ou à moral (furto, sedução, adultério, etc.). Ademais, embora não tenha um meio de reação formal(como a polícia), o "grupo local encerra grande força punitiva, através de medidas como a perda de prestígio, o ridículo, o ostracismo. Certamente já depreendemos, então, a grande importância de que se reveste o "grupo local" para assegurar a normalidade da vida comum, segundo os padrões culturais instituídos pelo grupo.

Acresce notar o seguinte: o integrar-se a um "grupo local" constitui verdadeira NECESSIDADE PSICOLÓGICA para o indivíduo normal. Este precisa de uma unidade social coesa, maior que a família, dentro da qual sinta que outros indivíduos são seus amigos, que compartilham suas idéias e hábitos. Tanto é verdade que o indivíduo se sente inseguro quando se vê só entre estranhos.

Pois bem. O enfraquecimento da vida grupal - conforme acentuou Ralph Linton - é outra característica de nossa época. As unidades sociais pequenas estão gradativamente desaparecendo, e cedendo lugar às massas de indivíduos. Nas zonas rurais, os "grupos locais" ainda conservam um pouco de sua função como portadores de cultura; mas, em geral - devido ao afluxo de Alternativas - os jovens discordam dos padrões culturais antigos; acontece, porém, que a sociedade mais ampla - com a qual o jovem entra em contato por meio da imprensa, do rádio e cinema - ainda não têm padrões coerentes de vida para oferecer-lhes. Daí a insegurança que começa a notar-se em nossa sociedade rural.

Se nas zonas rurais se percebe apenas uma insegurança incipiente, apenas o relaxamento das forças do "grupo local" , o que se percebe nas cidades é a desintegração total dessas forças. A mudança de padrões culturais, em nossos dias, tem sido tão rápida que, em geral, o adulto de hoje teve sua infância condicionada à vida segundo as bases do "grupo local". Ensinaram-lhe a esperar dos seus vizinhos encorajamento e apoio moral; e quando esses vizinhos se afastam, o indivíduo se sente perdido. Ele escolhe entre muitas Alternativas, mas não dispõe de meios para estabelecer contato com outros que tenham feito, escolha semelhante.

Sem o apoio de um grupo que pense do mesmo modo, é - lhe impossível sentir-se seguro a respeito de qualquer assunto. E assim o indivíduo torna-se presa fácil de qualquer propaganda insistente, (quer seja a má propaganda, quer seja a boa propaganda).

Por isso, Ralph Linton escreveu "A cidade moderna, com sua multiplicidade de organizações de toda a espécie, dá a imagem de uma massa de indivíduos que perderam seus "grupos locais" e estão tentando, de maneira tateante, substituí-los por alguma outra coisa. De todos os lados surgem novos tipos de agrupamentos, mas até agora nada foi encontrado, que pareça capaz de assumir as principais funções do "grupo local". Ser membro do Rotary Club, por exemplo, não substitui adequadamente a posse de vizinhos e amigos tal como se verifica nos grupos locais".



O MOVIMENTO TRADICIONALISTA RIO-GRANDENSE

O movimento tradicionalista rio-grandense - que vem se desenvolvendo desde 1947, com características especialíssimas - visa precisamente combater os dois reconhecidos fatores de desintegração social. O fundamento científico deste movimento encontra-se na seguinte afirmação sociológica: "Qualquer sociedade poderá evitar a dissolução enquanto for capaz de manter a integridade de seu núcleo cultural. Desajustamentos, nesse núcleo, produzem conflitos entre indivíduos que compõem a sociedade, pois esses vêm a preferir valores diferentes, resultando, então, a perda da unidade psicológica essencial ao funcionamento eficiente de qualquer sociedade".

Através da atividade artística, literária, recreativa ou esportiva, que o caracteriza - sempre realçando os motivos tradicionais do Rio Grande do Sul - o Tradicionalismo procura, mais que tudo, reforçar o núcleo da cultura rio-grandense, tendo em vista o indivíduo que tateia sem rumo e sem apoio dentro do caos de nossa época.

E, através dos Centros de Tradições, o Tradicionalismo procura entregar ao indivíduo uma agremiação com as mesmas características do "grupo local" que ele perdeu ou teme perder: o " pago". Mais que o seu "pago", o pago das gerações que o precederam.

Cada Centro de Tradições Gaúchas, em si, é um novo "Grupo Local". E à medida que surgem novos Centros, em todos os municípios do Rio Grande do Sul, vai o Tradicionalismo confundindo-se com o Regionalismo, pois opera para que todos os indivíduos que compõem a Região sintam os mesmos interesses, os mesmos afetos, e desta forma reintegrem a unidade psicológica da sociedade regional. E com isso o Tradicionalismo pode se transformar na maior força política do Rio Grande do Sul. Para evitar confusão de "política" com "política partidária", expressemo-nos assim: O Tradicionalismo pode constituir-se na maior força a auxiliar o Estado na resolução dos problemas cruciais da coletividade.

Para compreendermos tal afirmativa, basta repetir a transcrição já feita: "Se os cidadãos tiverem interesses e culturas comuns, com vontade unificada que daí advém, quase qualquer tipo de organização formal de governo funcionará eficientemente. Mas, se isso não se verificar, nenhuma elaboração de padrões formais de governo, nenhuma multiplicação de lei, produzirá um Estado eficiente ou cidadãos satisfeitos.



O SENTIDO DO TRADICIONALISMO

O Tradicionalismo consiste numa EXPERIÊNCIA do povo rio-grandense, no sentido de auxiliar as forças que pugnam pelo melhor funcionamento da engrenagem da sociedade. Como toda experiência social, não proporciona efeitos imediatamente perceptíveis. O transcurso do tempo é que virá dizer do acerto ou não desta campanha cultural. De qualquer forma, as gerações do futuro é que poderão indicar, com intensidade, os efeitos desta nossa - por enquanto - pálida experiência. E ao dizermos isso, estamos acentuando o erro daqueles que acreditam ser o Tradicionalismo uma tentativa estéril de "retorno ao passado". A realidade é justamente o oposto: o Tradicionalismo constrói para o futuro.

Feitas estas considerações preliminares, podemos tentar um conceito do movimento tradicionalista. E então diremos:

"Tradicionalismo é o movimento popular que visa auxiliar o Estado na consecução do bem coletivo, através de ações que o povo pratica (mesmo que não se aperceba de tal finalidade) com o fim de reforçar o núcleo de sua cultura: graças ao que a sociedade adquire maior tranqüilidade na vida comum".



CARACTERÍSTICAS DO TRADICIONALISMO

Mais do que uma teoria, o Tradicionalismo é um movimento. Age dentro da psicologia coletiva. Sua dinâmica realiza-se por intermédio dos Centros de Tradições Gaúchas, agremiações de cunho popular que têm por fim estudar, divulgar e fazer com que o povo "viva" as tradições rio-grandenses.

O Tradicionalismo deve ser um movimento nitidamente POPULAR, não simplesmente intelectual. É verdade que o tradicionalismo continuará sendo compreendido, em sua finalidade última, apenas por uma minoria intelectual. Mas, para vencer, é fundamental que seja sentido e desenvolvido no seio das camadas populares, isto é, nas canchas de carreiras, nos auditórios de radioemissoras, nos festivais e bailes populares, na "Festas do Divino" e de "Navegantes", etc.

Para alcançar seus fins, o Tradicionalismo serve-se do Folclore, da Sociologia, da Arte, da Literatura, do Esporte, da Recreação, etc. Tradicionalismo não se confunde, pois, com Folclore, Literatura, Teatro, etc. Tudo isso constitui MEIOS para que o Tradicionalismo alcance seus fins. Não se deve confundir o Tradicionalismo, que é um movimento,, com o Folclore, a História, a Sociologia, etc., que são ciências. Não se deve confundir o folclorista, por exemplo, com o tradicionalista: aquele é o estudioso de uma ciência, este é o soldado de um movimento. Os Tradicionalistas não precisam tratar cientificamente o folclore; estarão agindo eficientemente se servirem dos estudos dos folcloristas, como base de ação, e assim reafirmarem as vivências folclóricas no próprio seio do povo.



AS DUAS GRANDES QUESTÕES DO TRADICIONALISMO

Existem duas questões importantíssimas, que de maneira nenhuma podem ser descuidadas pelos tradicionalistas, sob pena deste esforço cultural se desenhar, de antemão, como uma experiência fracassada.


A) ATENÇÃO ESPECIAL ÀS NOVAS GERAÇÕES

Deve, o Tradicionalismo, operar com intensidade no setor infantil ou educacional, para que o movimento tradicionalista não desapareça com a nossa geração. Porque nós - os tradicionalistas de primeira arrancada - entramos para os Centros de Tradições Gaúchas movidos pela necessidade psicológica de encontrar o "grupo local" que havíamos perdido ou que temíamos perder. Mas as gerações novas não chegaram a conhecer o grupo local como unidade social autêntica, e somente seguirão nossos passos por força de impulsos que a educação lhes ministrar.

Por isso não temo afirmar que o dia mais glorioso para o movimento tradicionalista será aquele em que a classe de Professores Primários do Rio Grande do Sul - consciente do sentido profundo desse gesto, e não por simples atitude de simpatia - oferecer seu decisivo apoio a esta campanha cultural.

Aliás, não se concebe que as Escolas Primárias continuem por mais tempo apartadas do movimento tradicionalista. Pois a maneira mais segura de garantir à criança o seu ajustamento à sociedade é precisamente fazer com que ela receba, de modo intensivo, aquela massa de hábitos, valores, associações e reações emocionais - o patrimônio tradicional, em suma - imprescindíveis para que o indivíduo se integre eficientemente na cultura comum.


B) ASSISTÊNCIA AO HOMEM DO CAMPO

A idéia nuclear das Tradições Gaúchas é a figura do campeiro das nossas estâncias. Por isso, é sumamente necessário que o Tradicionalismo ampare social e moralmente o homem do campo, para que um dia não se chegue à situação paradoxal de manter-se uma Tradição de fantasia, em que se tecessem hinos de louvor ao "Monarca das Coxilhas", ao "Centauro dos Pampas", e esse gaúcho fosse um desajustado social, um pária lutando febrilmente pela própria subsistência. A nossa cultura somente poderá se impor sobre as outras culturas, no entrechoque inevitável, se for suficientemente prestigiosa. Daí a razão por que precisamos mostrar às novas gerações - bem como àqueles que, vindos de terras distantes, acorrerem à nossa querência - que as tradições gaúchas são REALMENTE belas, e que o gaúcho merece realmente a nossa admiração.



O TRADICIONALISMO COMO FORÇA ECONÔMICA

Prestigiando as tradições gaúchas e prestando assistência moral e social ao homem do campo, o Tradicionalismo estará contribuindo de maneira inestimável para a solução do problema que ora sufoca a nossa vida econômica: o êxodo rural, a crise agrícola. É que, dentre as principais causas do êxodo rural, encontramos uma que foge ao âmbito dos fenômenos econômicos. Para proteger o homem do campo, e fazer com que ele permaneça no meio rural, não basta que o Estado lhe forneça meios econômicos mais seguros. Se o campesino acaso julgar que o lugar que lhe está reservado na sociedade encontra-se nas cidades, ele será um desajustado enquanto não realizar seu sonho de transferir-se para a cidade. Este fenômeno prende-se ao conceito sociológico de "status", que é a posição social de uma pessoa em relação a todas as outras com quem está em contato. Se "os outros" demonstram que certo indivíduo ocupa um "status" digno, ele fica satisfeito; mas se "os outros" demonstram o contrário, ele é, inconscientemente, levado a demonstrar habilidade, e, nesse afã, sempre deseja competir com os indivíduos que considera superiores, jamais com aqueles que considera inferiores. Assim sendo, se o campesino se considera inferior ao citadino, mais cedo ou mais tarde tentará procurar a cidade, para ali competir com quem lhe rouba a posição social.

Prestigiando as tradições gaúchas, e prestando assistência moral e social ao homem do campo, o Tradicionalismo estará convencendo o campesino da dignidade e importância do seu "status"। Estará, em suma, pondo em prática aquilo que o sanitarista Belizário Penna um dia salientou, mais ou menos nestes termos: "O Brasil é o país onde mais se fala em valorização. Valorização do café brasileiro, do dinheiro brasileiro, do algodão brasileiro, do boi brasileiro. Somente não se pensa na mais urgente e importante valorização: a do Homem brasileiro, a qual, por si só, estaria conduzindo a todas as outras".



reproduzido do site do
Movimento Tradicionalista Gaúcho