terça-feira, 8 de maio de 2012
Cultivo Protegido - A Temperatura da Água e da Planta
quarta-feira, 15 de junho de 2011
Povos Indigenas de Santa Catarina
Quandos os primeiros colonizadores chegaram em Santa Catarina, esta terra já era habitada por povos de diversas tribos indigenas, homens q habitavam nossas matas e florestas, e que a exemplo das demais regiões do país tiveram suas terras usurpadas, sendo tratados como animais pelo branco que aqui chegou e tomou posse de suas terras.Santa Catarina e suas Etnias
Um estudo genético realizado em Costa da Lagoa e em São João do Rio Vermelho, ambas comunidades isoladas de Santa Catarina fundadas por colonos açorianos, revelou que esta população ainda permanece geneticamente próxima à população portuguesa dos Açores, embora elementos africanos e indígenas tenham penetrado nessas comunidades. A ancestralidade dessas comunidades continua predominantemente europeia (80,6%), mas não é exclusivamente açoriana, pois foi detectada considerável mistura africana (12,6%) e indígena (6,8%).
A imigração alemã em Santa Catarina iniciou em 1829, quando 523 alemães oriundos de Bremen fundaram a colônia São Pedro de Alcântara. A vinda de alemães para o Brasil foi incentivada pelo Imperador Dom Pedro I, que pretendia povoar o Brasil meridional a fim de promover o crescimento econômico da região. Diversas outras colônias alemãs foram criadas no estado. As de maior êxito foram as colônias de Blumenau, em 1850, e de Joinville, em 1851. Estas duas colônias foram as responsáveis pelo sucesso da imigração alemã no estado. Cerca de 40% da população catarinense é de origem alemã. A imigração italiana foi a corrente imigratória mais numerosa já recebida por Santa Catarina. Os italianos começaram a chegar ao estado em 1875, provenientes principalmente das regiões do Vêneto e da Lombardia. Assim como ocorreu com os alemães, foram criadas dezenas de colônias etnicamente italianas, sendo as mais prósperas na região do vale do rio Tubarão. As primeiras colônias italianas foram fundadas no litoral de Santa Catarina. No início do século XX, italianos vindos do Rio Grande do Sul passaram a migrar para o oeste de Santa Catarina, e ali as colônias italianas prosperaram. Aproximadamente 30% da população de Santa Catarina descende de italianos
quarta-feira, 13 de outubro de 2010
Turismo na Serra
Falo deste em especial, por que os laços que unem essas pessoas, não são hoje comuns e fáceis de serem encontrados, a honestidade, o carisma e a hospitalidade natural do homem campesino, fazem desta belíssima família em potencial um marco na história desse município, e nos dão o exemplo que com boa vontade, amor e muito trabalho é possível viver de forma harmônica, singela e de bem com a vida.
segunda-feira, 20 de setembro de 2010
Produção de Frango Caipira
Como é cada vez maior o numero de pesoas que preocupam-se em ter à mesa uma alimentação mais saudável, a atividade voltou a desenvolver-se de forma mais produtiva, desta forma sendo mais uma possível alternativa para que nosso agricultor familiar possa ter renda e condições de vida digna no campo.
desta forma começaremos a divulgar postagens relacionadas ao assunto começando com uma parte muito importante, que é reconhecer as principais doenças, e apresentar uam sugestão de calendário sanitario além de manejo e escolha das raças e equipamentos adequados, para que se possa produzir frango caipira de qualidade, e dentro dos padrões de higiene e segurança exigidos.
sexta-feira, 9 de julho de 2010
Nutrição e Sanidade das Plantas
Cobertura morta de solo
segunda-feira, 14 de junho de 2010
Espécies Forrageiras para o Sul do Brasil
Para tanto estamos disponibilizando a relação e alguns dados técnicos sobre algumas espécies forrageiras para serem utilizadas na criação de bovinos principalmente de Leite, e que podem reduzir o custo de produção e aumentar significativamenter a produção tanto de leite como de carne. ai vai.
ALFAFA
Época: verão (set - out) (mar - abr)
Familia: Leguminosa
Ciclo: Perene
Quantidade de sementes: 15 a 20 kg / ha
Obs: exigente em solos e pouco resistente a doeças, é utilizada normalmente para produção de feno, assim como outras leguminosas deve haver um cuidado especial pois pode provocar timpanismo. o corte deve ser iniciado no inicio da floração deixando um residuo de 6 a 8 cm.
AVEIA
Época: Inverno (mar - abr)
Familia: Graminea
Ciclo: Anual
Quantidade de sementes: 60 kg / ha para aveia preta, 80 kg / ha para aveia branca
Obs. não se adapta em solos muito úmidos, o inicio do corte é feito com 30cm ou com 45 a 60 dias após a semeadura, deixando um residuo de 7 10cm de altura.
AZEVEM
Época: Inverno (mar - mai)
Familia: Graminea
Ciclo: anual
Quantidade de sementes: 20 a 30 kg / ha
Obs:. resiste ao pastoreio e excesso de úmidade, podendo ser manejada para dar ressemeadura natural, o pastejo deve ser iniciado em torno de 20cm de altura deixando residuo de 5 a 10cm.
TREVO BRANCO
Época: inverno (abr - mai)
Familia: Leguminosa
Ciclo: Perene
Quantidade de sementes: 2 kg / ha
Obs: preferencialmente usar em consorciação com aveia e azevem, pois pode causar timpanismo, ainda existe a o~pção do trevo vermelho e vesiculoso. Mantén-se bem por ressemeadura natural e o corte pode ser feito a partir de 20 a 30 cm de altura.
TIFTON, GRAMA BERMUDA E ESTRELA, COASTCROSS
Época: Verão (set - nov)
Familia: Graminea
Ciclo: perene
Plantio através de mudas em sulcos com 15 cm de profundidade
Obs.: são necessários 2,5 ton/ha de mudas, se adaptam melhor em regiões quentes, sendo uma boa opção de consorcio o amendoim forrageiro, fazer o corte a partir de 35 cm deixando residuo de 10 a 15 cm.
HERMÁTRIA
Época: Verão (set-dez)
Familia: Graminea
Ciclo: Perene
Plantio atravé de mudas em sulcos espaçados 50 cm.
Obs.: boa adaptação em solos úmidos, com viabilidade na produção de sementes, o corte é indicado a partir de 15 cm deixando um residuo na faixa de 5 a 6 cm, muito competitiva, na maioria das vezes é consorciada apenas com amendoim forrageiro.
Tais pastagens devem ser utilizadas preferencialmente, para o pastejo dos animais, são boas opções devido ao clima do sul, seja cultivadas de forma indepemdemte ou consorciadas.
quarta-feira, 9 de junho de 2010
Cuidados Com a Bezerra
Portanto para que a nossa bezerra possa se tornar uma grande produtora de leite, devemos nos assegurar que todas as medidas necessárias foram tomadas desde o parto.
Todo este trabalho é realizado, para que o pequeno animal possa ser desmamado o mais cedo possível a partir de sessenta dias (desmama precoce), para que o animal cresça forte e que venha a ter seu primeiro parto aos 24 meses para novilhas Holandesas e 22 meses para novilhas Jersey.
Além das Práticas de fornecimento de colostro após o nascimento, corte e desinfecção do umbigo, extirpação das tetas extras a partir de 30 dias e descorna com 60 dias, o cuidado com a alimentação é fundamental, onde sugerimos o seguinte esquema de alimentação a seguir:
Nascimento até o 5 dia de idade:
Fornecer 2l de colostro 3x ao dia e água a vontade
6 dia de idade até 2 meses de idade:
Fornecer 2l de leite 2x ao dia, água e concentrado a
2 meses até 4 meses de idade:
Desmamar e fornecer volumoso de boa qualidade assim como aguá a vontade e concentrado peletizado na quantidade 2,0kg
4 meses até 1 ano de idade:
Fornecer volumoso de boa qualidade podendo complementar com a utilização de feno e silagem, além de água a vontade e concentrado na quantidade de 2,5 kg
Acima de 1 ano de idade:
Fornecer água e volumoso de boa qualidade além de silagem e feno, dispensando o uso de concentrado
Obs.: a silagem pode ser fornecida a partir dos 4 meses de idade somente
Com boa vontade e alguns cuidados certamente obteremos êxito em nossa atividade.
terça-feira, 8 de junho de 2010
Doenças Metabólicas em Bovinos de Leite
segunda-feira, 31 de maio de 2010
Erval Velho
O atual município de Erval Velho, teve como seus primeiros moradores, os senhores: Cel. Honorato Vieira, Cel. Zeferino Cândido Bittencourt, Major Sátiro Bittencourt e as Famílias Bello e Pires. Estas famílias descendentes de italianos, vieram do vizinho Estado do Rio Grande do Sul. Fixaram-se na região em meados de 1870, às margens do Rio Erval. Nos primórdios tempos foi habitado por silvícolas da Tribo Bororós, conforme vestígios arcanos aqui encontrados.
Quando aqui chegaram formaram um povoado e construíram uma capela que tinha como padroeiro São Sebastião. Conforme constatado, nas primeiras famílias a imigrarem para a região, seus patriarcas ornavam-se por pré-nomes militares, razão esta que certamente influenciou na construção de uma capela em honra a São Sebastião, tendo sido este um Mártir Santo guerreiro do Imperador Diocesano. O pequeno povoado recebeu o nome de São Sebastião do Erval, posteriormente Arco Verde, devido a grande quantidade de ervais (erva-mate) existentes na região.
Erval Velho, em seus anos de colonização, também conheceu a prolongada Questão do Contestado, a chamada “Guerra Sertaneja”. Em vários locais do Município o Monge “São João Maria”, como era chamado, passou peregrinando, deixando muitos vestígios de cura e fé nos seus devotos.
No ano de 1881, o povoado foi elevado à categoria de Distrito de Campos Novos, com o nome de Erval Velho.
No dia 20 de janeiro de 1950, a capela de São Sebastião, passou a categoria de paróquia, desmembrando-se do município de Campos Novos.
O município foi instalado em 27 de julho de 1963, criado pela Lei Nº 889 de 18 de junho de 1963. Comemora-se o dia do Município em 18 de junho.
A vila de Erval Velho passou a categoria de município, desmembrando-se do município de Campos Novos, tendo como primeiro prefeito o Sr. José Zeferino Pedrozo, nomeado pelo então Governador Ivo Silveira.
Gentílico: Ervalhense.
Série Municípíos Catarinenses
segunda-feira, 22 de março de 2010
Capacitação
Ao todo são realizados cerca de 400 treinamentos mensais, que junto com outros programas e outras entidades, fortalecem a Agricultura Familiar Catarinense e fazem com que o nosso agricultor não precise deixar sua propriedade e sim tenha condições de vida digna.
Recomeço
domingo, 22 de novembro de 2009
quarta-feira, 11 de novembro de 2009
Uma Nova Possibilidade

Pessoas diferentes, com culturas e costumes diferentes, mas que formam em uma só unidade essa maravilha étnica que é o Estado de Santa Catarina, muito bem distribuido em suas regiões, das quais destacamos: Oeste e Meio Oeste Catarinense, onde a força do homem do campo brota como a semente cultivada no solo, onde o vinho, é doce como a uva dos parreirais dos vales.
Região Serrana e Planalto Norte, a força da pecuária e da madeira. Norte com a esploração mineral, Sul com a industria textil e por fim o Litoral, com o turismo a pesca e a cultura açoriana já retratada neste blog.
Um único Estado, diversas opções, novas oportunidades que ai estão para todo aquele que acredita na força do trabalho, que se emciona com as paisagens, que aquece o coração com o frio mas, que principalmente é apaixonado por Santa Catarina.
Seja na industria, no comércio, nas artes, no cultivo do solo ou no turismo, este é o verdadeiro palco de oportunidades.
Texto criado pelo grupo
Conheça Santa Catarina
segunda-feira, 19 de outubro de 2009
Fenaostra 2009
Hoje Santa Catarina responde por cerca de 90% da produção Nacional de ostras, lugar invejavel, visto a totalidade de extensão de mar em nosso país.
Mas o que mais chama a atenção são os aspectos ligados a cultura açoriana, de forte presença no litoral catarinense e pricipalmente da Ilha de Santa Catarina.
sábado, 15 de agosto de 2009
O Agronegócio Catarinense
Quando comparado com o mesmo periodo de 2004 (janeiro a julho), pode-se verificar que houve acrescimos de 22,6% no total exportado pelo agronegocio e de 20,8% no total geral exportado por Santa Catarina.
O Estado deteve 8,6% das exportacoes do agronegocio do Brasil e 4,9% das exportacoes totais do pais. Estes numeros indicam, mais uma vez, a importancia que o setor representa para a economia catarinense.
Analisando-se em detalhe os blocos de produtos, a producao animal e de seus derivados e a que tem maior participacao relativa nas exportacoes catarinenses, ou seja, Santa Catarina foi responsavel por 19,3% das exportacoes brasileiras deste item. A industria da madeira, papel e papelao e a segunda em ordem de importancia relativa em Santa Catarina, respondendo por 16,3% das exportacoes nacionais para este item.
Quanto as importacoes, o estado importou ate julho US$ 1,10 bilhao (FOB). Deste total, US$ 191,5 milhoes (17,3%) sao de produtos do agronegocio. Dai, conclui-se que o estado e superavitario em sua balanca comercial (exporta mais do que importa), e sobretudo em sua balanca comercial de produtos do agronegocio, os quais sao os principais responsaveis por este superavit na balanca comercial catarinense.
O Brasil importou neste ano (ate julho) US$ 40 bilhoes, e deste total, apenas US$ 2,4 bilhoes tiveram origem no agronegocio.
Fonte: Empresa de Pesquisa Agropecuaria e Extensao Rural de SC SA
terça-feira, 11 de agosto de 2009
Boi de Mamão Catarinense
DO BUMBA-MEU-BOI À BOI-DE-MAMÃO
Apesar dos muitos estudos sobre o assunto, ainda existem dúvidas sobre o surgimento da primeira brincadeira do boi na ilha de Santa Catarina. Acredita-se que tenham sido os nordestinos que fizeram sua transposição para a ilha. Mas Câmara Cascudo registra no Dicionário do Folclore Brasileiro: "Houve também na Espanha e Portugal os touros tingidos, feitos de vime e bambu, um arcabouço de madeira frágil e leve, recoberto de pano, animado por um homem no seu bojo, dançando e pulando para afastar o povo e mesmo desfilando diante dos Reis."
O primeiro registro
Entretanto, em 1840, em Pernambuco, o padre Lopes Gama registrava, no periódico de sua propriedade, "O Carapuceiro", a presença de certo folguedo dizendo:
"De quantos recreios, folganças e desenfados populares há nesse nosso Pernambuco, eu não conheço um tão tolo, tão estúpido e destituído de graça como o, aliás, conhecido Bumba-meu-boi. Em tal brinco não se encontra um enredo, uma verossimilhança, nem ligação; é um agregado de disparates. Um negro metido debaixo de uma baieta é o boi; um capadócio enfiado pelo fundo de um panacu velho, chama-se o cavalo-marinho". E o padre Lopes da Gama continuava verberando os seus impropérios contra o tal bumba-meu-boi, que ele vai descrevendo nos mínimos detalhes...
Com esse registro e a notícia de José Boiteux há uma diferença de 31 anos. Considerando-se a precariedade das comunicações dessa época, podemos concluir que realmente foram os portugueses que transpuseram para a ilha do Desterro o bumba-meu-boi, dando razão a Câmara Cascudo.
No município de Laguna, o pesquisador Rubem Ulysséa encontrou dentre os personagens do Boi-de-mamão, o Mateus que dança acompanhado da Mãe Catarina, sua mulher. É bom lembrar, que no bumba-meu-boi do Nordeste existe a figura de uma mulher chamada Catirina, uma razão a mais para se acreditar que antes de ser boi-mamão, era realmente bumba-meu-boi.
Doralécio Soares, em suas pesquisas de campo, encontrou em 1968, em Jaguará do Sul, um bumba-meu-boi onde quase todas as figuras se apresentavam
"O meu boi morreu
O que será de mim
Vamos buscar outro, ó maninha
Lá no Piauí".
Esse é um verso encontrado no bumba-meu-boi do Nordeste, dando claras evidências que a brincadeira chegou à Santa Catarina trazida na bagagem dos nordestinos, até que surgiu a versão catarinense.
Do Bumba-meu-boi ou boi-de-pano para o boi-de-mamão, não se sabe ao certo o ano em que houve a mudança do nome, mas que aconteceu, isso não se discute. Mas, não só o nome mudou, como também houve a introdução de novas figuras. Essas são as mais diversas, procurando os criadores sempre embelezar o auto das apresentações.
O BOI DE MAMÃO VERDE
O Boi-de-Mamão é hoje, uma das manifestações mais populares do litoral Catarinense, revela em sua manifestação um auto dramático, encenado com alegre coreografia e ao som de uma cantoria contagiante que encanta e envolve crianças e adultos. É uma versão catarinense dos folguedos do bumba-meu-boi tão conhecido no Norte e Nordeste do Brasil.
O auto popular do "Boi-de-mamão" nos lugares onde predominam os descendentes lusos, os chamados descendentes italianos ou de teutos, de brasileiros ou caboclos, ou, onde o estrangeiro aquelas festividades próprias do luso ou do seu descendente. O boi sempre foi festejado por ser uma importante figura como força de trabalho para os engenhos e para os transportes.
Quanto à época da sua realização há variantes, em que se enquadram todas dentro do período que vai do Natal ao Carnaval.
Em algumas localidades, como na colônia Maria Luíza, foram incorporadas á festa do boi catarinense as danças do pau-de-fitas e das balainhas, para introduzir o folguedo, antes da presença do boi.
A história do auto conta o drama do boi que fica doente, morre e é ressuscitado, para a alegria dos participantes. Ela se divide em cenas, cada qual com música, letra e seu personagem central próprio.
HISTÓRIA DA ORIGEM DO NOME
A história do Boi-de-Mamão iniciou-se quando um menino foi até a venda comprar bolacha e biscoitos para sua mãe tomar café às 6 horas da tarde.
Outro menino, um vizinho, enquanto isso, preparou um mamão maduro bem grande, fez dois furos, amarrou um cordão no pé do mamão e acendeu um pedacinho de vela dentro da fruta. E, quando o outro menino ia passando com o biscoito e a bolacha, ele puxou o cordão, dando um enorme susto no garoto, que jogou para o alto suas compras e saiu
-"Um boi de mamão, um boi de mamão!...."
A mãe, sem saber do acontecido e com pena do filho, foi até a vizinha pedir uma explicação. Essa não tardou em explicar que:
-"Foi o meu menino que pegou um mamão bem maduro, bem vermelho por dentro, fez dois furos, acendeu uma vela dentro dele e pregou o maior susto em seu filho".
Nesse momento, os dois meninos passaram a brigar, mas as mães conseguiram separá-los, prometendo realizar um outro tipo de brincadeira de Boi. Costuraram um Boi de pano que levou o nome de Boi-de-Mamão. Um dos meninos era o vaqueiro e o outro brincava vestindo a roupa do Boi.
Em seguida, atraído pelas risadas da brincadeira, chegou mais um menino que quis participar. Ficou sendo o Mateus. Chega então uma menina, que acabou assumindo a personagem Maricota. Mas daí, foram se chegando outros meninos da comunidade. Um brincou debaixo da fantasia de urubu, que deve beliscar o boi quando ele morre. Outro vestiu o cavalinho, que deveria laçar o Boi e, foi assim que nasceu essa maravilhosa e alegre brincadeira que ainda hoje, percorre cantos e recantos, desdobrando-se em diferentes espaços, ocupando as mais variadas caras e jeitos.
RENASCENDO À CADA ANO
O Boi-de-Mamão é uma brincadeira muito popular, que continua sendo realizada anualmente. O Boi já morreu e renasceu em muitos momentos históricos, mas não devemos nos esquecer, que ele renasce sempre nas mãos das pessoas, que vêm carregadas de seus desejos.
Esse Boi exige, some, reaparece, se curva, vai brincando com a vida e alegrando os corações de crianças e adultos.
O Boi-de-Mamão que está ainda por aí, é um boi brincante que nos ensina que todos podemos ter esperanças de dias melhores.
Ele é um Boi para ser sentido, olhado, mas também para ser vivido.
FIGURANTES e EVOLUÇÃO DO FOLGUEDO
Entre os figurantes do auto temos:
O "vaqueiro", chefe do bando, que é assim denominado no Vargedo, em outros lugares é conhecido como "Chamador", ou ainda por "Mateus". Ele vai sempre a frente, tendo à mão um bordão para chamar o "boizinho". Nas cidades de Joinville e Florianópolis o Mateus é uma espécie de palhaço que utiliza máscara e ajuda o médico a salvar o boi. Ao lado de outros figurantes, Mateus teatraliza o espaço vago das apresentações e é a figura de maior destaque no quadro da morte do boi.
O elemento principal como o próprio nome indica é o boi, portanto, personagem obrigatório. Consiste em uma armação de madeira, sobre a qual estendem um pano grande, branco ou preto, com remendos da cor, imitando as manchas do couro do boi natural. Sob a armação vai o "brincador" (como o chamam). Ao boizinho dão um nome qualquer: Pintado, Malhado (Boi Pampa), etc. A não ser na hora em que brinca, o boizinho mantêm-se deitado. Atende só aos chamados do "Chamador", seu patrão. O "brincador" é mudado, de vez em quando, para não cansar. Há localidades, como em Jaguará do Sul, que existem bois chamados de Surtão ou Jaraguá (metade preto e metade branco), que é um tipo de bernúncia, que brinca de pé com um só personagem, com a mesma bocarra, sem cantoria própria, apenas citada na cantoria dos bichos.
Encontramos também, com a mesma persistência o "Cavalinho" (para homenagear o tropeiro que guiava a boiada) com exceção da localidade de Lajeado, onde não aparece.
A "Cabra", aparece, tão somente nos autos do Rio das Pedras e de Capivara e Conquista.
Há o marimbondo miudinho, com asas e tudo, com cantoria própria, o Cururu, o cachorro, que espanta o urubu quando este vem pinicar o boi doente, o macaco a virar cambalhotas pelo terreiro afora, o urso que comeu o milho do roçado e, sempre recolhendo dinheiro, a Jaruva, o leão, o jacaré e a girafa.
A "Bernúncia"(um tipo de dragão que engole gente) é totalmente catarinense, mas que segundo alguns estudos, seria uma estilização do dragão chinês, trazida para nossa cultura pelos imigrantes. O primeiro registro desse personagem foi realizado na cidade de São José, próximo a Florianópolis, a partir de
Também encontramos a gigantesca Maricota, que pode ser chamada de Tiroleza em algumas localidades. A Maricota é uma armação de madeira, com uns três metros de altura, tendo por dentro um cruzamento entre a armação que é acolchoada, a fim de ficar sobre os ombros da pessoa que brinca dentro dela. No centro da armação alguns colocam um pau, com o qual o brincador mantém o equilíbrio da figura. O rosto é uma máscara com a fisionomia de mulher, de dimensões exageradas. Os braços são soltos e em uma das mãos carrega uma bolsa. Com os movimentos do dançador, os braços se abrem e, propositadamente, atingem as pessoas. O vestido que cobre a armação é de chita estampada berrante. Das orelhas pendem brincos enormes.
Doralécio nos conta que encontrou em uma encenação do boi em Imbituba outra figura de uma mulher gigante chamada de Saborosa. A cabeça e o rosto eram de porongo. Os olhos, a boca e o nariz eram abertos, forrados com papel vermelho transparente. No seu interior haviam colocado uma vela acesa, de maneira que de longe dava a impressão de que a boneca estava viva, considerando-se que essas brincadeiras são realizadas sempre à noite.
"Palhaços"e "Mascarados" são encontrados nos folguedos de Lajeado. Estes são trajados com roupas velhas, máscaras e bordão. Os mascarados são incumbidos de pedir esmolas aos donos das casas que visitam. Toda a receita arrecadada, muitas vezes, são oferecidas à Igreja local.
O "Doutor", tem funções de benzedor, pois com um galhinho qualquer diz:
"Eu benzo este boi
Com um galhinho de manjericão
O dono da casa
Tem que pagar um patacão!"
Eis algumas letras das cantorias dos trovadores repentistas:
"O meu boi é de mamão!
Coro: É sim, senhor!
Ora bumba, meu boi
Coro: Lá vai o boi!
Ó meu cavalinho
Entra cá prá dentro
Que o dono da casa
Já te deu licença
O meu boi é de mamão! etc...etc..
Ó meu cavalinho
De sela amarela
Não namora as moças
Que elas são donzelas!
O meu boi é de mamão! etc...etc..
Brinca Bernúncia, brinca
Ela brinca bem.
Se não brincar direito
Ela aqui não vem.
O meu boi é de mamão! etc...etc.."
sair pela cidade/Vou usar minha razão/Eu vou mudar esta história
Com o meu boi de mamão/Vou acabar co’esta tristeza/De ver meu povo chorar
Eu quero ver muita folia/Quero ver meu boi brincar
É a maricota dançando na rua/Mostrando que a luta não pode parar
É o jaraguá com a meninada/É o povo unido no mesmo lugar
É o vaqueiro na peça do boi/Aprendeu com a vida não pode errar
Oi abram alas minha gente/Que a bernuncia quer passar
Eu vou botá meu boi na rua/Quero ver meu boi brincar.
A brincadeira aborda um tema épico (a morte e ressurreição do boi). Apresenta a pantomima das investidas do boi, a sua morte, a encenação da cura, envolvendo todos os personagens, culminando com a ressurreição do boi.
A “cantoria” acompanha toda a apresentação cantando versos alusivos às figuras e à dramatização. Os instrumentistas são três, normalmente tocando um violão, um cavaquinho e um pandeiro.
O folguedo do Boi-de-mamão é uma das manifestações mais significativas da cultura popular catarinense. Está presente nos municípios do litoral e principalmente em Florianópolis, Capital de Santa Catarina, onde concentra o maior número de grupos.
UM BRASIL DE MUITOS PAÍSES......
Este é o nosso Brasil, terra de "festança" o ano inteiro, de todos os jeitos e para todos os gostos.
É bumba-meu-boi no Norte e no Nordeste. É Boi-de-mamão no litoral de sol e magia Catarinense, que transforma o povo e as ruas em quadros de pura alegria e exaltação da vida.
Entremeado de culturas, o Brasil é terra de muitos países.....
Lugar de transformação contínua, que nos devolveu em seiva e encantos os corpos que lhe confiamos. Aqui se vive, se canta e se encena a miscigenação das raças, no embalo de esperanças animadoras e iluminadas, que são nossas tradições e costumes e que refletem a riqueza da imaginação de nosso povo.
Um Brasil de muitos países....terra de sons mágicos, ritmos de encantamento, de filhos amados e hospitaleiros, de lucilante seduções e magnificente colorido...Oásis para ambiciosos audazes, onde aportaram culturas diferentes e de desconcertante requinte.
Venha, a mesa está posta! Pratos decorados com sedutoras heranças já estão servidos. Sente-se e desfrute deste maravilhoso arsenal de raízes etnicas, aureoladas de glória e saber profundo.
Bibliografia:
Dança Brasil - Gustavo Côrtes
Folclore Catarinense - Doralécio Soares
sexta-feira, 31 de julho de 2009
Rendas de Bilro

A renda de bilro surgiu no século XV, na Itália. Anos depois, a arte do rendado chegou à França invadindo a Corte do Rei Luís XIV e os centros produtores de Portugal. Com a colonização portuguesa, esta arte chegou ao Brasil. Hoje, devido à forte presença açoriana em Santa Catarina, as mulheres que "trocam bilros" (batem os pauzinhos) concentram-se na Lagoa da Conceição, em Florianópolis.
A avenida das rendeiras como ficou sendo conhecida devido a intensidade, de rendeiras que trabalhavam, é o caminho para quem vai as prais do leste, destacamos a praia da Joaquina como ponto referencial.
Hoje porém, esta atividade tem perdido espaço, sendo praticada por poucas rendeiras, que ainda cultivam esta arte, e que ao mesmo tempo temem que desapareça, pelo não surgimento de novas rendeiras.
Acreditamos, que esta atividade simbolo da ilha será perpetuada, ja que é um dos grandes atrativos turisticos do litoral Catarinense.
