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terça-feira, 8 de maio de 2012

Cultivo Protegido - A Temperatura da Água e da Planta


A Temperatura da Água e da Planta
A temperatura da água ou da solução do solo é de fundamental importância, pois a cada grau que se eleva há mudanças na absorção de nutrientes. Por exemplo, com água ou substrato acima de 35ºC o Cálcio, Boro e Zinco apresentam dificuldades extremas de absorção e de translocação na planta. O sintoma da falta de Cálcio em tomates e pimentões é o “fundo preto” e na alface tem-se a “queima de bordos”.
Por outro lado, com temperaturas baixas, mais precisamente abaixo de 15ºC muitos nutrientes também não são absorvidos, como por exemplo, o fósforo.
Como a água tem alta capacidade de armazenar energia, a forma mais fácil de evitar que ela se aqueça é evitando o excesso de radiação solar, o que consegue usando mulch no caso de cultivo no solo, ou em hidroponia, usando canaletas claras no sistema NFT ou placas claras no sistema DFT além de uma malha termo-refletora adequada.
Para cada cultivo de flor, folhagem, ou hortaliça há um manejo adequado, pois cada espécie tem sua exigência. Apenas como exemplo, baseado nas experiências no estado de São Paulo os melhores resultados do manejo de malhas termo-refletoras em alface na primavera e no verão de 2000 foi usando a malha na fase de mudas em 100% do tempo.
Após transplante utilizando a malha durante 4 a 7 dias inteiros e depois disso diminuindo a quantidade de horas até chegar ao meio do ciclo quando as plantas devem permanecer a pleno sol. Após esta fase só se usa a malha termo-refletora em horários muito quentes do dia.
Os recursos disponíveis para evitar o resfriamento do ambiente a níveis indesejáveis são: os aquecedores de ar, aquecedores de água, malha termo-refletora, plástico térmico e cortinas laterais.  Tecnicamente, o ideal é ter todos estes recursos, porém devido ao aspecto econômico deve-se decidir entre elas ou algumas delas. As cortinas laterais, os filmes e as malhas térmicas são as mais econômicas. Os filmes e as malhas térmicas são eficientes em conservar o calor de irradiação e podem livrar completamente as plantas do perigo das geadas de inversão térmica, pois conserva a energia que ficou acumulada nos corpos durante o dia. As cortinas laterais, por sua vez podem evitar que ar frio adentre a estrutura.

segunda-feira, 4 de abril de 2011

Para refletir

Olá amigos recebi este e-mail e decidi postar.

espero q leiam pois retrata uma triste verdade. nossos produtores familiares estão sendo execrados por politicas públicas criadas por ditos letrados q não conhecem o pesar da vida campesina e acham q ficar com a bunda gorda numa cadeira vai resolver os problemas. decerto comem papel e caneta e esquecem quem produz.


Prezado Luis, quanto tempo.
Eu sou o Zé, teu colega de ginásio noturno, que chegava atrasado, porque o transporte escolar do sítio sempre atrasava, lembra né? O Zé do sapato sujo? Tinha professor e colega que nunca entenderam que eu tinha de andar a pé mais de meia légua para pegar o caminhão por isso o sapato sujava.
Se não lembrou ainda eu te ajudo. Lembra do Zé Cochilo... hehehe, era eu. Quando eu descia do caminhão de volta pra casa, já era onze e meia da noite, e com a caminhada até em casa, quando eu ia dormi já era mais de meia-noite. De madrugada o pai precisava de ajuda pra tirar leite das vacas. Por isso eu só vivia com sono. Do Zé Cochilo você lembra né Luis?
Pois é. Estou pensando em mudar para viver ai na cidade que nem vocês. Não que seja ruim o sítio, aqui é bom. Muito mato, passarinho, ar puro... Só que acho que estou estragando muito a tua vida e a de teus amigos ai da cidade. To vendo todo mundo falar que nós da agricultura familiar estamos destruindo o meio ambiente.
Veja só. O sítio de pai, que agora é meu (não te contei, ele morreu e tive que parar de estudar) fica só a uma hora de distância da cidade. Todos os matutos daqui já têm luz em casa, mas eu continuo sem ter porque não se pode fincar os postes por dentro uma tal de APPA que criaram aqui na vizinhança.
Minha água é de um poço que meu avô cavou há muitos anos, uma maravilha, mas um homem do governo veio aqui e falou que tenho que fazer uma outorga da água e pagar uma taxa de uso, porque a água vai se acabar. Se ele falou deve ser verdade, né Luis?
Pra ajudar com as vacas de leite (o pai se foi, né .) contratei Juca, filho de um vizinho muito pobre aqui do lado. Carteira assinada, salário mínimo, tudo direitinho como o contador mandou. Ele morava aqui com nós num quarto dos fundos de casa. Comia com a gente, que nem da família. Mas vieram umas pessoas aqui, do sindicato e da Delegacia do Trabalho, elas falaram que se o Juca fosse tirar leite das vacas às 5 horas tinha que receber hora extra noturna, e que não podia trabalhar nem sábado nem domingo, mas as vacas daqui não sabem os dias da semana ai não param de fazer leite. Ô, bichos aí da cidade sabem se guiar pelo calendário?
Essas pessoas ainda foram ver o quarto de Juca, e disseram que o beliche tava 2 cm menor do que devia. Nossa! Eu não sei como encumpridar uma cama, só comprando outra né Luis? O candeeiro eles disseram que não podia acender no quarto, que tem que ser luz elétrica, que eu tenho que ter um gerador pra ter luz boa no quarto do Juca.
Disseram ainda que a comida que a gente fazia e comia juntos tinha que fazer parte do salário dele. Bom Luis, tive que pedir ao Juca pra voltar pra casa, desempregado, mas muito bem protegido pelos sindicatos, pelo fiscais e pelas leis. Mas eu acho que não deu muito certo. Semana passada me disseram que ele foi preso na cidade porque botou um chocolate no bolso no supermercado. Levaram ele pra delegacia, bateram nele e não apareceu nem sindicato nem fiscal do trabalho para acudi-lo.
Depois que o Juca saiu eu e Marina (lembra dela, né? casei) tiramos o leite às 5 e meia, ai eu levo o leite de carroça até a beira da estrada onde o carro da cooperativa pega todo dia, isso se não chover. Se chover, perco o leite e dou aos porcos, ou melhor, eu dava, hoje eu jogo fora.
Os porcos eu não tenho mais, pois veio outro homem e disse que a distância do chiqueiro para o riacho não podia ser só 20 metros. Disse que eu tinha que derrubar tudo e só fazer chiqueiro depois dos 30 metros de distância do rio, e ainda tinha que fazer umas coisas pra proteger o rio, um tal de digestor. Achei que ele tava certo e disse que ia fazer, mas só que eu sozinho ia demorar uns trinta dia pra fazer, mesmo assim ele ainda me multou, e pra poder pagar eu tive que vender os porcos as madeiras e as telhas do chiqueiro, fiquei só com as vacas. O promotor disse que desta vez, por esse crime, ele não ai mandar me prender, mas me obrigou a dar 6 cestas básicas pro orfanato da cidade. Ô Luis, ai quando vocês sujam o rio também pagam multa grande né?
Agora pela água do meu poço eu até posso pagar, mas tô preocupado com a água do rio. Aqui agora o rio todo deve ser como o rio da capital, todo protegido, com mata ciliar dos dois lados. As vacas agora não podem chegar no rio pra não sujar, nem fazer erosão. Tudo vai ficar limpinho como os rios ai da cidade. A pocilga já acabou, as vacas não podem chegar perto. Só que alguma coisa tá errada, quando vou na capital nem vejo mata ciliar, nem rio limpo. Só vejo água fedida e lixo boiando pra todo lado.
Mas não é o povo da cidade que suja o rio, né Luis? Quem será? Aqui no mato agora quem sujar tem multa grande, e dá até prisão. Cortar árvore então, Nossa Senhora!. Tinha uma árvore grande ao lado de casa que murchou e tava morrendo, então resolvi derrubá-la para aproveitar a madeira antes dela cair por cima da casa.
Fui no escritório daqui pedir autorização, como não tinha ninguém, fui no Ibama da capital, preenchi uns papéis e voltei para esperar o fiscal vim fazer um laudo, para ver se depois podia autorizar. Passaram 8 meses e ninguém apareceu pra fazer o tal laudo ai eu vi que o pau ia cair em cima da casa e derrubei. Pronto! No outro dia chegou o fiscal e me multou. Já recebi uma intimação do Promotor porque virei criminoso reincidente. Primeiro foi os porcos, e agora foi o pau. Acho que desta vez vou ficar preso.
Tô preocupado Luis, pois no rádio deu que a nova lei vai dá multa de 500 a 20 mil reais por hectare e por dia. Calculei que se eu for multado eu perco o sítio numa semana. Então é melhor vender, e ir morar onde todo mundo cuida da ecologia. Vou para a cidade, ai tem luz, carro, comida, rio limpo. Olha, não quero fazer nada errado, só falei dessas coisas porque tenho certeza que a lei é pra todos.
Eu vou morar ai com vocês, Luis. Mais fique tranqüilo, vou usar o dinheiro da venda do sítio primeiro pra comprar essa tal de geladeira. Aqui no sitio eu tenho que pegar tudo na roça. Primeiro a gente planta, cultiva, limpa e só depois colhe pra levar pra casa. Ai é bom que vocês e só abrir a geladeira que tem tudo. Nem dá trabalho, nem planta, nem cuida de galinha, nem porco, nem vaca é só abri a geladeira que a comida tá lá, prontinha, fresquinha, sem precisá de nós, os criminosos aqui da roça.

Até mais Luis.

Ah, desculpe Luis, não pude mandar a carta com papel reciclado pois não existe por aqui, mas me aguarde até eu vender o sítio.

domingo, 6 de fevereiro de 2011

Revolução Farroupilha

Um dos temas mais comuns nos livros de História do Brasil é a Guerra dos Farrapos. Observado a partir da perspectiva central agro-exportadora brasileira, o movimento farroupilha riograndense perde qualidade, veracidade e atinge o prosaico.


Mesmo na historiografia e na literatura produzidas no Rio Grande do Sul há distorções que confundem os fatos. Alguns fazem apologia dos heróis e condenam os traidores. Outros tentam desmistificar, mas pouco acrescentam ao conhecimento do contexto, às motivações e conseqüências do movimento dos farrapos. Colocam-se como discussões o caráter separatista ou não do movimento, gerando posições apaixonadas ou constrangedoras para a problemática da identidade regional e nacional.

Estudos históricos e produções literárias mais recentes têm sido mais objetivos. O movimento farroupilha rio-grandense fez parte de exigências locais e esteve inserido no jogo das questões nacionais e internacionais típicas da primeira metade do século XIX.

Com base nessa historiografia mais recente, pretende-se compreender as relações do movimento farroupilha no contexto brasileiro, platino e do mundo ocidental. Além disso, responder a indagações como: quem fez e por que fez a guerra? Quais os interesses em jogo na eclosão e duração do movimento? De que forma foi realizada a paz e por que ela apresenta um certo espírito de "comemoração" entre os legalistas e insurretos? Finalmente, criticar as reivindicações dos farrapos a partir da constatação dos limites da pecuária rio-grandense.

A época e suas relações com a revolta farroupilha

Naquela época, o liberalismo econômico estava derrubando estruturas antigas, calcadas nos monopólios e regimes políticos autoritários e absolutistas. O constitucionalismo surgia como fundamental à história da humanidade. No entanto, os processos de emancipação política e de formação do Estado Nacional brasileiro foram centralizadores e autoritários. Os regionalismos não foram respeitados. Não ocorreram autonomias tanto para interferirem na indicação dos administradores provinciais como na capacidade de legislar em assembléias regionais.

As elites regionais se ressentiram com a dissolução da Assembléia Constituinte de 1823, a outorga da Carta de 1824, as políticas tarifárias não protecionistas, a censura e as perseguições políticas aos inimigos da corte do Rio de Janeiro. Algumas dessas elites recorreram à insurreição armada, sempre reprimidas e vencidas pelo centralismo monárquico. Foram as classes dominantes do Pará e do Amazonas que iniciaram a Cabanagem. O mesmo ocorreu na deflagração da Balaiada, no Maranhão. Nessa e em outras revoltas os setores dominantes foram surpreendidos pela participação crescente dos segmentos dominados. A emergência dessas camadas preocupava as elites porque elas extrapolavam os objetivos iniciais dos movimentos, voltando-se contra a estrutura de dominação social. Outras revoltas, como a dos farrapos, não permitiram que setores mais populares, e dominados socialmente, extrapolassem os objetivos estabelecidos pelas elites locais.

A Guerra dos Farrapos foi um movimento da classe dominante rio-grandense, em oposição ao centralismo exercido pela corte do Rio de Janeiro, e só.

Participação de grupos sociais

A maior parte dos criadores e charqueadores engajaram-se como militantes ou financiando a insurreição. Os comerciantes, em sua maioria, assumiram posição defensiva ao lado do governo monárquico, chamados de legalistas. Intrigas entre os chefes políticos pecuaristas produziram deserções ou posicionamentos opostos ao longo do movimento.

Os habitantes de Porto Alegre, Pelotas e Rio Grande, na época as principais cidades do Rio Grande do Sul, nunca aderiram, em sua totalidade, ao movimento. Cabe destacar que Porto Alegre, a principal base de sustentação dos legalistas, ganhou o título de "mui leal e valorosa" do monarca brasileiro. A República Rio-Grandense criada no dia 11 de setembro de 1836, teve como sedes administrativas as cidades de Piratini, Caçapava e Alegrete, expressando nas mudanças a fragilidade estratégico-militar do movimento.

A revolta teve mais apoio no meio rural (junto a pecuária extensiva). O movimento não foi acolhido pelos imigrantes germânicos que já iniciavam a ocupação da encosta do planalto meridional (São Leopoldo, Montenegro, Caí e arredores). Nas cidades, os comerciantes e os segmentos sociais, em geral, dividiram-se, mas pouco fizeram a favor ou contra. O movimento farroupilha rio-grandense nunca dominou um porto, por tempo razoável, para escoar produtos e, assim, garantir a sobrevivência imediata dos insurretos. Realizaram a tomada de Laguna, buscando alcançar um porto mais permanente, mas foram derrotados e expulsos, em pouco mais de três meses.

A questão dos "heróis"

A Guerra dos Farrapos tem garantido à historiografia oficial e à ideologia dominante extensa "galeria de heróis", muitas vezes equiparados aos semideuses, e a guerra equiparada a uma "epopéia". Outras vezes, os personagens são denunciados como "oportunistas", "contrabandistas", etc. Certamente os episódios históricos de 1835 a 1845 podem ensejar referenciais importantes à problemática de símbolos e identidades sociais e nacionais. Mas é necessário compreender que o movimento dos farroupilhas passou por análises teóricas relacionadas ao republicanismo, constitucionalismo e cidadania. Vários foram os pensadores que se ativeram aos temas, deixando registros dessas discussões. Mais do que isso, os "heróis" não podem ofuscar o que os farrapos não visualizavam: uma sociedade entravada, com uma pecuária debilitada, sem perspectivas de avanços no mercado altamente competitivo que se desenvolvia a partir do século XIX. Além disso, o movimento farroupilha lutou pelos interesses da classe dominante pecuarista rio-grandense, descaracterizando-se, portanto, uma visão mais abrangente, com justiça distributiva.

Bento Gonçalves da Silva, Bento Manuel Ribeiro, Davi Canabarro, Antônio de Souza Neto e muitos outros eram pecuaristas ou estavam envolvidos com a pecuária. Todos lutaram nas guerras empreendidas por lusos-brasileiros na bacia Platina, desde a conquista militar dos Sete Povos das Missões, passando pela Guerra Cisplatina. Depois de 1845, muitos continuaram lutando com os vizinhos platinos. Merece destaque a figura de um mercenário, Guiseppe Garibaldi, que também lutou ao lado de Rivera, no Uruguai, e participou das guerras pela unificação da Itália. Outros mercenários participaram da Guerra dos Farrapos ou estiveram engajados nas tropas inimigas (legalistas).

Insurreição ou Revolução?

A insurreição que os farrapos preferiam chamar de revolução durou dez anos. Fazer revolução significava avançar na História, mesmo para os segmentos dominantes doinício do século XIX. Aliás, a revolução implicava o uso da força, legitimando o movimento. Os exemplos das elites dominantes da América do Norte, França e Inglaterra estimulavam processos revolucionários com objetivos de destruir o arcaico, o antigo, o ultrapassado. Só que os farroupilhas não questionaram a escravidão em seu sistema produtivo nem ao menos tiveram condições de ensaiar planos de liberdade e crescimento econômico. Identificaram-se mais com o conflito centro versus periferia. Por isso, é incorreto chamar o movimento de revolução. Foi uma guerra civil entre segmentos sociais dominantes.

Além disso, a escravidão era a "doença" que o paciente não aceitava ter. Preferia dirigir suas críticas à falta de protecionismo alfandegário. Esquecia-se ou não queria entender que a estrutura produtiva da charqueada rio-grandense retraía a capacidade de competir com os similares platinos. Este sim era o principal problema da pecuária rio-grandense, que só teve espaço no mercado enquanto os concorrentes platinos estavam envolvidos em guerras contra o domínio espanhol ou na disputa pelo controle do Estado Nacional. Foi sintomático: de 1831 em diante, os platinos entraram em período de relativa paz, voltaram a criar gado e produzir charque sem os inconvenientes das guerras. Com isso, o charque rio-grandense entrou em colapso. Em 1835 eclodia o movimento farroupilha.

Resultados do Movimento

Por dez anos, a guerra civil prejudicou o setor pecuarista.

As perdas foram muito maiores do que os lucros políticos e econômicos do movimento. Os pecuaristas saíram mais endividados junto aos comerciantes e banqueiros. Propriedades rurais, gado e escravos foram perdidos e tornou-se muito difícil repô-los posteriormente.

A paz honrosa de Poncho Verde, em 1845, acomodou as crescentes dificuldades dos farrapos, pois não interessava ao governo monárquico reprimir uma elite econômica. Aos oficiais do Exército farroupilha foram oferecidas possibilidades de se incorporarem aos quadros do Exército nacional. Líderes presos foram libertados e a anistia foi geral e imediata.

Antes e depois da Guerra dos Farrapos, os rio-grandenses lutaram contra os platinos, defendendo militarmente os interesses da coroa portuguesa e, a partir de 7 de setembro de 1822, os da corte brasileira. Ou seja, interessava ao governo do Rio de Janeiro assinar o acordo de Poncho Verde porque a política externa brasileira ainda necessitaria dos serviços militares (sempre disponíveis) da Guarda Nacional formada por estancieiros e peões rio-grandenses.

Quanto à política tarifária, medidas sem expressividade e pouco duradouras tentaram transparecer um melhor tratamento dado ao produto nacional. A estrutura produtiva ultrapassada (baseada na escravidão) não foi alvo de preocupações.

A sensação que existe hoje, passado um século e meio, é a de que as motivações daquele movimento não foram superadas. Por um lado, o Rio Grande do Sul continua em situação de mando político dependente, com uma economia pouco beneficiada no processo de acumulação capitalista que se reproduz no Brasil. Por outro, o Rio Grande do Sul não consegue "enxergar o próprio umbigo" e compreender que suas dificuldades resultam da forma como tem sido realiada sua inserção como sócio menor no sistema capitalista brasileiro. Expressando-se de forma figurativa, o Rio Grande do Sul continua produzindo e vendendo charque, subsidiando (perifericamente) o funcionamento do mercado exportador brasileiro e sem cacife no processo político-decisório nacional.

Manifestos de Bento Gonçalves

"Compatriotas! O amor à ordem e à liberdade, a que me consagrei desde minha infância, arrancaram-me do gozo do prazer da vida privada para correr covosco à salvação de nossa querida pátria. Via a arbitrariedade entronizada e não pude ser mais tempo surdo a vossos justos clamores; pedistes a cooperação de meu braço e dos braços que me acompanham, e voei à capital a fim de ajudar-vos a sacudir o jugo que com a mão de um inepto administrador vos tinha imposto uma facção retrógrada e antinacional."

"A inaptidão que desde logo mostrou para tão elevado cargo e a versatilidade de caráter do Sr. Braga favoreceram os desígnios dos perversos, que nele acharam o instrumento de seu rancor contra os livres; e no poder anexo a presidência o meio de saciar suas ignóbeis vinganças."

"O Governo de sua Majestade Imperial, o Imperador do Brasil, tem consentido que se avilte o Pavilhão Brasileiro, por uma covardia repreensível, pela má escola dos seus diplomatas e pela política falsária e indecorosa de que usa para com as nações estrangeiras. Tem feito tratados com potências estrangeiras, contrários aos interesses e dignidade da Nação. Faz pesar sobre o povo gravosos impostos e não zela os dinheiros públicoos... Faz leis sem utilidades públicas e deixa de fazer outras de vital interesse para o povo... Não administra as províncias imparcialmente... Tem conservado cidadão longo tempo presos, sem processo de que constem seus crimes."

Proclamação

Sala das sessões da Asembléia Constituinte e Legislativa

(Alegrete, 1843)

RIO-GRANDENSES!

Está satisfeito o voto nacional. Chegou finalmente a época em que vossos Representantes reunidos em Assembléia Geral vão formar a Constituição Política, ou a Lei fundamental do Estado. Desde o primeiro período de nossa Revolução, desde o primeiro grito de nossa Independência, é este sem dúvida um dos sucessos mais memoráveis, que deve ocupar um dia as páginas da história. Dentro em pouco tempo o edifício social será levantado sobre bases certas e inalteráveis.

...

Concidadãos! Os destinos da Pátria dependem principalmente de vossa constância e valor. Nesta luta de liberdade contra a tirania vós tendes dado um exemplo heróico do mais nobre, desinteressado patriotismo, e vossos dolorosos sacrifícios assaz provam, quanto pode uma Nação generosa, e magnâmica, que jurou não ser escrava.

Fonte: História do Rio Grande do Sul
Telmo Remião Moure

Editora FTD S.A.

quarta-feira, 13 de outubro de 2010

Turismo na Serra






Destaco nesta postagem em especial, o município de São José do Cerrito, com uma população de pouco mais de Dez mil habitantes, onde a agricultura, fonte primordial de renda do município, vem angariando novos valores, seja através de associações, como a de produção de frango caipira que por méritos começa agora neste fim de ano a construção de seu abatedouro, seja pelo incremento do turismo rural, trabalho realizado de forma pioneira, pelo Sr Gilnei Marian e Família, que tão gentilmente nos receberam em sua propriedade.
Uma extensão de terras que reflete a força de um povo que luta e acredita em seu trabalho, que nos ensina que a harmonia entre homem e natureza, juntamente com a preservação e o resgate de valores, além de uma atividade extremamente prazeirosa, pode tornar-se fonte de renda para muitos camponeses.
Falo deste em especial, por que os laços que unem essas pessoas, não são hoje comuns e fáceis de serem encontrados, a honestidade, o carisma e a hospitalidade natural do homem campesino, fazem desta belíssima família em potencial um marco na história desse município, e nos dão o exemplo que com boa vontade, amor e muito trabalho é possível viver de forma harmônica, singela e de bem com a vida.

segunda-feira, 20 de setembro de 2010

Produção de Frango Caipira

A criação de frango em sistema colonial é uma das atividades mais antigas desenvolvidas por nossos agricultores, porém com o desenvolvimento da avicultura industrial intensiva, ela ficou um tanto qunto esquecida, sendo basicamente praticada no sentido de subsistencia.
Como é cada vez maior o numero de pesoas que preocupam-se em ter à mesa uma alimentação mais saudável, a atividade voltou a desenvolver-se de forma mais produtiva, desta forma sendo mais uma possível alternativa para que nosso agricultor familiar possa ter renda e condições de vida digna no campo.
desta forma começaremos a divulgar postagens relacionadas ao assunto começando com uma parte muito importante, que é reconhecer as principais doenças, e apresentar uam sugestão de calendário sanitario além de manejo e escolha das raças e equipamentos adequados, para que se possa produzir frango caipira de qualidade, e dentro dos padrões de higiene e segurança exigidos.

sexta-feira, 9 de julho de 2010

Nutrição e Sanidade das Plantas

Saiba mais, sobre a finalidade dos macro e micronutrientes no processo de nutrição das plantas, e como são importantes para melhoras a sanidade das mesmas.

Macronutrientes
São aqueles que as plantas consomem em maior quantidade

N – Nitrogênio:
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labsorvido em maior quantidade formam aminoácidos que se ligam formando proteínas, promove o crescimento, o excesso diminui a resistência

P – Fósforo:
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lMenos exigido pelas plantas e mais usado em adubações uma vez que fixa rapidamente no solo o que faz com que a planta não assimile
lPara melhor aproveitamento utilizar adubação verde com leguminosas, onde buscam o fósforo onde as plantas não conseguem
lFortalece a planta, aumenta a produção e a qualidade do produto, já que estimula o crescimento das raízes, dos frutos e sementes.
lFortalece as plantas contra efeitos do frio e da seca armazenando energia, deficiência provoca grãos chochos.

K – Potássio:
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lSegundo mais absorvido
lMaior lixiviação
lResponsável pela formação de açúcares e proteínas, controla absorção e perda de água pelas plantas
lÉ responsável pela absorção dos outros nutrientes
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Aumenta resistência contra pragas e doenças

Cálcio
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lNormalmente fornecido com o magnésio no momento da aplicação do calcário no solo
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lAtua na formação das células das plantas, promovendo absorção de água, aumentando a elasticidade e permeabilidade da parede celular e o aumento da resistência das plantas e frutos contra podridão

Magnésio
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lImportante no processo de fotossíntese, onde a planta usa a luz do sol para produção de energia, sendo que quase sempre existe em quantidade suficiente no solo.
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Enxofre
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lPromove a formação de proteínas que fazem parte dos grãos.
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lNas leguminosas ajuda as bactérias das raízes, que vivem em simbiose com a planta a fixarem o nitrogênio do ar no solo.
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Micronutrientes
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lConsumidos em menor quantidade, são importantes para o bom desenvolvimento das plantas, dependem da ação de microorganismos para se tornarem assimiláveis.
lOs principais são: boro, molibdênio, zinco, ferro, manganês. cobre, cloro e cobalto.
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Juntos, aumentam a resistência física das plantas, tornando folhas e ramos mais rígidos, melhoram desenvolvimento de raízes e fixação de nitrogênio nas plantas por bactérias, influenciam na produção de hormônios de crescimento e formação de clorofila, aumentam a resistência das plantas

Fonte de micronutrientes
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lSe for realmente constatado a necessidade de complementação de minerais, essa pode ser feita utilizando, cinzas, pó de basalto, fosfatos naturais, calcário e farinha de ossos.
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O solo é capaz de fornecer esses micronutrientes, porem mantém relação direta com a atividade biológica, que por sua vez depende de matéria orgânica disponível.

Cobertura morta de solo

Olá dentre as praticas recomendadas de manejodo solo no cultivo de orgânicos, está a utilização de cobertura morta.
Mas, pouca gente sabe no que consiste, vamos aprender um pouco mais.
lCobertura Morta pode ser feita com restos culturais (restevas) deixadas durante a colheita ou adicionada ao solo no pré e pós plantio, (restos de capina, poda desbastes e roçadas)
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lAs plantas daninhas competem com as culturas pelos recursos do ambiente. A competição é a luta que se estabelece entre a cultura e as plantas de outras espécies existentes no local, principalmente por água, luz e nutrientes. A necessidade de impedir a competição entre as culturas e espécies que ocorrem naturalmente (vegetação de cobertura) existe desde que o homem passou a cultivar seu alimento. A competição afeta negativamente a quantidade e a qualidade da produção. A importância da competição é maior em situações que envolvam solos com baixa fertilidade, pouco profundos e com baixa disponibilidade de água.

segunda-feira, 14 de junho de 2010

Espécies Forrageiras para o Sul do Brasil

A alimentação de bovinos sempre foi e sempre será um dos maiores desafios da pecuária, não só em Santa catarina, como em todo Brasil.
Para tanto estamos disponibilizando a relação e alguns dados técnicos sobre algumas espécies forrageiras para serem utilizadas na criação de bovinos principalmente de Leite, e que podem reduzir o custo de produção e aumentar significativamenter a produção tanto de leite como de carne. ai vai.

ALFAFA
Época: verão (set - out) (mar - abr)
Familia: Leguminosa
Ciclo: Perene
Quantidade de sementes: 15 a 20 kg / ha
Obs: exigente em solos e pouco resistente a doeças, é utilizada normalmente para produção de feno, assim como outras leguminosas deve haver um cuidado especial pois pode provocar timpanismo. o corte deve ser iniciado no inicio da floração deixando um residuo de 6 a 8 cm.

AVEIA
Época: Inverno (mar - abr)
Familia: Graminea
Ciclo: Anual
Quantidade de sementes: 60 kg / ha para aveia preta, 80 kg / ha para aveia branca
Obs. não se adapta em solos muito úmidos, o inicio do corte é feito com 30cm ou com 45 a 60 dias após a semeadura, deixando um residuo de 7 10cm de altura.

AZEVEM
Época: Inverno (mar - mai)
Familia: Graminea
Ciclo: anual
Quantidade de sementes: 20 a 30 kg / ha
Obs:. resiste ao pastoreio e excesso de úmidade, podendo ser manejada para dar ressemeadura natural, o pastejo deve ser iniciado em torno de 20cm de altura deixando residuo de 5 a 10cm.

TREVO BRANCO
Época: inverno (abr - mai)
Familia: Leguminosa
Ciclo: Perene
Quantidade de sementes: 2 kg / ha
Obs: preferencialmente usar em consorciação com aveia e azevem, pois pode causar timpanismo, ainda existe a o~pção do trevo vermelho e vesiculoso. Mantén-se bem por ressemeadura natural e o corte pode ser feito a partir de 20 a 30 cm de altura.

TIFTON, GRAMA BERMUDA E ESTRELA, COASTCROSS
Época: Verão (set - nov)
Familia: Graminea
Ciclo: perene
Plantio através de mudas em sulcos com 15 cm de profundidade
Obs.: são necessários 2,5 ton/ha de mudas, se adaptam melhor em regiões quentes, sendo uma boa opção de consorcio o amendoim forrageiro, fazer o corte a partir de 35 cm deixando residuo de 10 a 15 cm.

HERMÁTRIA
Época: Verão (set-dez)
Familia: Graminea
Ciclo: Perene
Plantio atravé de mudas em sulcos espaçados 50 cm.
Obs.: boa adaptação em solos úmidos, com viabilidade na produção de sementes, o corte é indicado a partir de 15 cm deixando um residuo na faixa de 5 a 6 cm, muito competitiva, na maioria das vezes é consorciada apenas com amendoim forrageiro.

Tais pastagens devem ser utilizadas preferencialmente, para o pastejo dos animais, são boas opções devido ao clima do sul, seja cultivadas de forma indepemdemte ou consorciadas.

quarta-feira, 9 de junho de 2010

Cuidados Com a Bezerra

O futuro da nossa criação depende única e exclusivamente dos cuidados que temos com nossos animais desde seu nascimento.
Portanto para que a nossa bezerra possa se tornar uma grande produtora de leite, devemos nos assegurar que todas as medidas necessárias foram tomadas desde o parto.
Todo este trabalho é realizado, para que o pequeno animal possa ser desmamado o mais cedo possível a partir de sessenta dias (desmama precoce), para que o animal cresça forte e que venha a ter seu primeiro parto aos 24 meses para novilhas Holandesas e 22 meses para novilhas Jersey.
Além das Práticas de fornecimento de colostro após o nascimento, corte e desinfecção do umbigo, extirpação das tetas extras a partir de 30 dias e descorna com 60 dias, o cuidado com a alimentação é fundamental, onde sugerimos o seguinte esquema de alimentação a seguir:

Nascimento até o 5 dia de idade:
Fornecer 2l de colostro 3x ao dia e água a vontade

6 dia de idade até 2 meses de idade:
Fornecer 2l de leite 2x ao dia, água e concentrado a

2 meses até 4 meses de idade:
Desmamar e fornecer volumoso de boa qualidade assim como aguá a vontade e concentrado peletizado na quantidade 2,0kg

4 meses até 1 ano de idade:
Fornecer volumoso de boa qualidade podendo complementar com a utilização de feno e silagem, além de água a vontade e concentrado na quantidade de 2,5 kg

Acima de 1 ano de idade:
Fornecer água e volumoso de boa qualidade além de silagem e feno, dispensando o uso de concentrado

Obs.: a silagem pode ser fornecida a partir dos 4 meses de idade somente

Com boa vontade e alguns cuidados certamente obteremos êxito em nossa atividade.

terça-feira, 8 de junho de 2010

Doenças Metabólicas em Bovinos de Leite

Há muito se sabe que não somente o manejo reprodutivo e produtivo do rebanhos leiteiro, é ponto chave para a atividade, mas também o manejo alimentar, por isso salientamos a necessidade de uma alimentação equilibrada, não somente no que diz respeito a mineralização e utilização de pastagens de boa qualidade.
Deve-se também levar em consideração a idade e o período de desenvolvimento em que o animal se encontra.
Dorém existem algumas enfermidades causadas pela alimentação feita de forma incorreta ou pela sua má qualidade, é o que chamamos de doenças metabólicas.
Destacamos entre elas, hipocalcemia (fevre vitular), cetose, retenção de placenta e edema de úbere, para prevenção delas aconselhamos a utilização de uma dieta mineral com a utilização de sal mineral Pré-parto num período minimo de 30 dias antes do parto (dieta aniônica) seja da vaca em produção ou da novilha de primeira cria.
Existe ainda a possibilidade da utilização de uma formulação de ração com o sal na sua composição para que o animal ainda possa ganhar peso melhorando sua performance reprodutiva.
O conjunto de todos os fsatores relacionados ao manejo é a verdadeira garantia do sucesso na atividade leiteira. Boa sorte e até mais.

Segue abaixo uma formulação de ração equilibrda para utilização na dieta anionica.

50 kg de milho
25 kg de farelo de soja
20 kg de farelo de trigo
5 kg de sal pré-parto

fornecer na proporção de 1% do PV do animal.

domingo, 6 de junho de 2010

Como Cuidar da sua Horta

Seja para produção comercial ou apenas para o próprio consumo, a horticultura é uma atividades agrícolas mais práticadas em todo o mundo, e como tal, sofre principalmente com o ataque de pragas e doenças.
Elas podem ocorrer devido um desequilibrio nutricional que reduz, a resistência das plantas, por desequilibrio ecológico da área, e ainda pela utilização de mudas e sementes suceptiveis, de qualquer forma são sempre uma preocupação.
Para tanto hoje existem muitas receitas de produtos caseiros, com baixa ou nenhuma toxicidade, que podem controlar o ataque de pragas. como a receitinha a seguir.

Pegue 200g de fumo em rolo, 200g de sabão de coco ou neutro, pique tudo e deixe diluir em 1 litro de água por 24 hr, depois coe e acrescente em mais 19 litros de água, está pronto aplique sobre as plantas atacadas, é um exelente inseticida e ajuda a controlar as lagartas.

Com receitas como estas e outras que ensinaremos sua horta estará sempre protegida e muito bonita.

segunda-feira, 22 de março de 2010

Capacitação

A tempos o SENAR Santa Catarina, vem desenvolvendo um explendido trabalho dentro do nosso Estado, tendo como Maior parceiro A Federação da Agricultura e Pecuária e os sindicatos rurais, responsãveis pela mobilização dos cursos, são dezenas de treinamentos mensais em todo estado como forma de gerar renda e melhorar a qualidade de vida do Aricultor Catarinense, Só no mês de março serão realizados cerca de 60 treinamentos na área da pecuária, onde cerca de 700 produtores serão beneficiados.
Ao todo são realizados cerca de 400 treinamentos mensais, que junto com outros programas e outras entidades, fortalecem a Agricultura Familiar Catarinense e fazem com que o nosso agricultor não precise deixar sua propriedade e sim tenha condições de vida digna.

Recomeço

Após um período de mudança, e uma série de novas descobertas, o Raizes Nativas abre uma nova fase em sua existência, abordando assuntos ligados a Agricultura do Sul do Brasil e especialmente a de Santa Catarina, um grande abraço e espero que se deliciem com o novo conteúdo do blog.

quarta-feira, 11 de novembro de 2009

Uma Nova Possibilidade


Vivemos numa terra rica em diversidades, oriundas das mais variadas e longinqüas etnias, Italianos, Alemães, Poloneses, Austriacos, Japoneses entre outros tantos.

Pessoas diferentes, com culturas e costumes diferentes, mas que formam em uma só unidade essa maravilha étnica que é o Estado de Santa Catarina, muito bem distribuido em suas regiões, das quais destacamos: Oeste e Meio Oeste Catarinense, onde a força do homem do campo brota como a semente cultivada no solo, onde o vinho, é doce como a uva dos parreirais dos vales.

Região Serrana e Planalto Norte, a força da pecuária e da madeira. Norte com a esploração mineral, Sul com a industria textil e por fim o Litoral, com o turismo a pesca e a cultura açoriana já retratada neste blog.

Um único Estado, diversas opções, novas oportunidades que ai estão para todo aquele que acredita na força do trabalho, que se emciona com as paisagens, que aquece o coração com o frio mas, que principalmente é apaixonado por Santa Catarina.

Seja na industria, no comércio, nas artes, no cultivo do solo ou no turismo, este é o verdadeiro palco de oportunidades.

Texto criado pelo grupo
Conheça Santa Catarina

sábado, 15 de agosto de 2009

O Agronegócio Catarinense

Segundo informacoes do Instituto de Planejamento e Economia Agricola de SC (CEPA), da Epagri, nesta segunda-feira (15), o agronegocio catarinense exportou ate julho 2005 US$ 1,85 bilhao (FOB). Este valor corresponde a 58,9% de todas as exportacoes catarinenses no periodo. Dentre os itens que mais contribuiram para este montante estao: carne de aves (US$ 590,9 milhoes), madeira e obras de madeira (US$ 313,2 milhoes), carne suina (US$ 299,7 milhoes), moveis de madeira (US$ 254,9 milhoes), fumo (US$ 113,3 milhoes) e papel e papelao (US$ 101,4 milhoes).

Quando comparado com o mesmo periodo de 2004 (janeiro a julho), pode-se verificar que houve acrescimos de 22,6% no total exportado pelo agronegocio e de 20,8% no total geral exportado por Santa Catarina.

O Estado deteve 8,6% das exportacoes do agronegocio do Brasil e 4,9% das exportacoes totais do pais. Estes numeros indicam, mais uma vez, a importancia que o setor representa para a economia catarinense.

Analisando-se em detalhe os blocos de produtos, a producao animal e de seus derivados e a que tem maior participacao relativa nas exportacoes catarinenses, ou seja, Santa Catarina foi responsavel por 19,3% das exportacoes brasileiras deste item. A industria da madeira, papel e papelao e a segunda em ordem de importancia relativa em Santa Catarina, respondendo por 16,3% das exportacoes nacionais para este item.

Quanto as importacoes, o estado importou ate julho US$ 1,10 bilhao (FOB). Deste total, US$ 191,5 milhoes (17,3%) sao de produtos do agronegocio. Dai, conclui-se que o estado e superavitario em sua balanca comercial (exporta mais do que importa), e sobretudo em sua balanca comercial de produtos do agronegocio, os quais sao os principais responsaveis por este superavit na balanca comercial catarinense.

O Brasil importou neste ano (ate julho) US$ 40 bilhoes, e deste total, apenas US$ 2,4 bilhoes tiveram origem no agronegocio.

Fonte: Empresa de Pesquisa Agropecuaria e Extensao Rural de SC SA

terça-feira, 11 de agosto de 2009

Boi de Mamão Catarinense

A brincadeira do Boi existe no folclore brasileiro com diversos nomes: bumba-meu-boi, boi-bumbá, boi-de-reis, boizinho, boi-da-cara-preta, boi-pintadinho, etc. Conta-se que certa vez, em Santa Catarina, com pressa de se fazer uma cabeça para um boi de pano, foi usado um mamão verde, o que levou a denominar-se desde então de boi-de-mamão. Mas há quem contrarie essa versão dizendo vir o nome boi-mamão do boi que mana.

DO BUMBA-MEU-BOI À BOI-DE-MAMÃO

Apesar dos muitos estudos sobre o assunto, ainda existem dúvidas sobre o surgimento da primeira brincadeira do boi na ilha de Santa Catarina. Acredita-se que tenham sido os nordestinos que fizeram sua transposição para a ilha. Mas Câmara Cascudo registra no Dicionário do Folclore Brasileiro: "Houve também na Espanha e Portugal os touros tingidos, feitos de vime e bambu, um arcabouço de madeira frágil e leve, recoberto de pano, animado por um homem no seu bojo, dançando e pulando para afastar o povo e mesmo desfilando diante dos Reis."

O primeiro registro em Santa Catarina desta folia é de 1871, contada por José Boiteux, em seu livro “Águas Passadas”, onde descreveu uma dança realizada em Desterro (antigo nome de Florianópolis). Antigamente a brincadeira era conhecida como “Boi de Pano”, mas com a pressa de se fazer à cabeça foi utilizado um mamão verde para fazer a cabeça do boi, daí seu nome atual.

Entretanto, em 1840, em Pernambuco, o padre Lopes Gama registrava, no periódico de sua propriedade, "O Carapuceiro", a presença de certo folguedo dizendo:

"De quantos recreios, folganças e desenfados populares há nesse nosso Pernambuco, eu não conheço um tão tolo, tão estúpido e destituído de graça como o, aliás, conhecido Bumba-meu-boi. Em tal brinco não se encontra um enredo, uma verossimilhança, nem ligação; é um agregado de disparates. Um negro metido debaixo de uma baieta é o boi; um capadócio enfiado pelo fundo de um panacu velho, chama-se o cavalo-marinho". E o padre Lopes da Gama continuava verberando os seus impropérios contra o tal bumba-meu-boi, que ele vai descrevendo nos mínimos detalhes...


Com esse registro e a notícia de José Boiteux há uma diferença de 31 anos. Considerando-se a precariedade das comunicações dessa época, podemos concluir que realmente foram os portugueses que transpuseram para a ilha do Desterro o bumba-meu-boi, dando razão a Câmara Cascudo.

No município de Laguna, o pesquisador Rubem Ulysséa encontrou dentre os personagens do Boi-de-mamão, o Mateus que dança acompanhado da Mãe Catarina, sua mulher. É bom lembrar, que no bumba-meu-boi do Nordeste existe a figura de uma mulher chamada Catirina, uma razão a mais para se acreditar que antes de ser boi-mamão, era realmente bumba-meu-boi.


Doralécio Soares, em suas pesquisas de campo, encontrou em 1968, em Jaguará do Sul, um bumba-meu-boi onde quase todas as figuras se apresentavam em duplas. Dois bois, dois cavalos-marinhos, duas bernúncias, dois cabritos, duas onças, macacos, casal de vovôs, Satanás, casal de dongola (galinha), casal de Mariola, Nhô Bastião, Nhô Zaru, Sarará, Bicho Sugão, bruxas e outros. Também encontrou a seguinte cantoria:


"O meu boi morreu

O que será de mim

Vamos buscar outro, ó maninha

Lá no Piauí".


Esse é um verso encontrado no bumba-meu-boi do Nordeste, dando claras evidências que a brincadeira chegou à Santa Catarina trazida na bagagem dos nordestinos, até que surgiu a versão catarinense.


Do Bumba-meu-boi ou boi-de-pano para o boi-de-mamão, não se sabe ao certo o ano em que houve a mudança do nome, mas que aconteceu, isso não se discute. Mas, não só o nome mudou, como também houve a introdução de novas figuras. Essas são as mais diversas, procurando os criadores sempre embelezar o auto das apresentações.


O BOI DE MAMÃO VERDE


O Boi-de-Mamão é hoje, uma das manifestações mais populares do litoral Catarinense, revela em sua manifestação um auto dramático, encenado com alegre coreografia e ao som de uma cantoria contagiante que encanta e envolve crianças e adultos. É uma versão catarinense dos folguedos do bumba-meu-boi tão conhecido no Norte e Nordeste do Brasil.


O auto popular do "Boi-de-mamão" nos lugares onde predominam os descendentes lusos, os chamados descendentes italianos ou de teutos, de brasileiros ou caboclos, ou, onde o estrangeiro aquelas festividades próprias do luso ou do seu descendente. O boi sempre foi festejado por ser uma importante figura como força de trabalho para os engenhos e para os transportes.


Quanto à época da sua realização há variantes, em que se enquadram todas dentro do período que vai do Natal ao Carnaval.


Em algumas localidades, como na colônia Maria Luíza, foram incorporadas á festa do boi catarinense as danças do pau-de-fitas e das balainhas, para introduzir o folguedo, antes da presença do boi.

A história do auto conta o drama do boi que fica doente, morre e é ressuscitado, para a alegria dos participantes. Ela se divide em cenas, cada qual com música, letra e seu personagem central próprio.


HISTÓRIA DA ORIGEM DO NOME


A história do Boi-de-Mamão iniciou-se quando um menino foi até a venda comprar bolacha e biscoitos para sua mãe tomar café às 6 horas da tarde.


Outro menino, um vizinho, enquanto isso, preparou um mamão maduro bem grande, fez dois furos, amarrou um cordão no pé do mamão e acendeu um pedacinho de vela dentro da fruta. E, quando o outro menino ia passando com o biscoito e a bolacha, ele puxou o cordão, dando um enorme susto no garoto, que jogou para o alto suas compras e saiu em disparada. Entrou em sua casa, gritando como louco:

-"Um boi de mamão, um boi de mamão!...."


A mãe, sem saber do acontecido e com pena do filho, foi até a vizinha pedir uma explicação. Essa não tardou em explicar que:


-"Foi o meu menino que pegou um mamão bem maduro, bem vermelho por dentro, fez dois furos, acendeu uma vela dentro dele e pregou o maior susto em seu filho".


Nesse momento, os dois meninos passaram a brigar, mas as mães conseguiram separá-los, prometendo realizar um outro tipo de brincadeira de Boi. Costuraram um Boi de pano que levou o nome de Boi-de-Mamão. Um dos meninos era o vaqueiro e o outro brincava vestindo a roupa do Boi.


Em seguida, atraído pelas risadas da brincadeira, chegou mais um menino que quis participar. Ficou sendo o Mateus. Chega então uma menina, que acabou assumindo a personagem Maricota. Mas daí, foram se chegando outros meninos da comunidade. Um brincou debaixo da fantasia de urubu, que deve beliscar o boi quando ele morre. Outro vestiu o cavalinho, que deveria laçar o Boi e, foi assim que nasceu essa maravilhosa e alegre brincadeira que ainda hoje, percorre cantos e recantos, desdobrando-se em diferentes espaços, ocupando as mais variadas caras e jeitos.


RENASCENDO À CADA ANO


O Boi-de-Mamão é uma brincadeira muito popular, que continua sendo realizada anualmente. O Boi já morreu e renasceu em muitos momentos históricos, mas não devemos nos esquecer, que ele renasce sempre nas mãos das pessoas, que vêm carregadas de seus desejos.

Esse Boi exige, some, reaparece, se curva, vai brincando com a vida e alegrando os corações de crianças e adultos.

O Boi-de-Mamão que está ainda por aí, é um boi brincante que nos ensina que todos podemos ter esperanças de dias melhores.

Ele é um Boi para ser sentido, olhado, mas também para ser vivido.


FIGURANTES e EVOLUÇÃO DO FOLGUEDO


Entre os figurantes do auto temos:

O "vaqueiro", chefe do bando, que é assim denominado no Vargedo, em outros lugares é conhecido como "Chamador", ou ainda por "Mateus". Ele vai sempre a frente, tendo à mão um bordão para chamar o "boizinho". Nas cidades de Joinville e Florianópolis o Mateus é uma espécie de palhaço que utiliza máscara e ajuda o médico a salvar o boi. Ao lado de outros figurantes, Mateus teatraliza o espaço vago das apresentações e é a figura de maior destaque no quadro da morte do boi.


O elemento principal como o próprio nome indica é o boi, portanto, personagem obrigatório. Consiste em uma armação de madeira, sobre a qual estendem um pano grande, branco ou preto, com remendos da cor, imitando as manchas do couro do boi natural. Sob a armação vai o "brincador" (como o chamam). Ao boizinho dão um nome qualquer: Pintado, Malhado (Boi Pampa), etc. A não ser na hora em que brinca, o boizinho mantêm-se deitado. Atende só aos chamados do "Chamador", seu patrão. O "brincador" é mudado, de vez em quando, para não cansar. Há localidades, como em Jaguará do Sul, que existem bois chamados de Surtão ou Jaraguá (metade preto e metade branco), que é um tipo de bernúncia, que brinca de pé com um só personagem, com a mesma bocarra, sem cantoria própria, apenas citada na cantoria dos bichos.


Encontramos também, com a mesma persistência o "Cavalinho" (para homenagear o tropeiro que guiava a boiada) com exceção da localidade de Lajeado, onde não aparece.


A "Cabra", aparece, tão somente nos autos do Rio das Pedras e de Capivara e Conquista.

Há o marimbondo miudinho, com asas e tudo, com cantoria própria, o Cururu, o cachorro, que espanta o urubu quando este vem pinicar o boi doente, o macaco a virar cambalhotas pelo terreiro afora, o urso que comeu o milho do roçado e, sempre recolhendo dinheiro, a Jaruva, o leão, o jacaré e a girafa.


A "Bernúncia"(um tipo de dragão que engole gente) é totalmente catarinense, mas que segundo alguns estudos, seria uma estilização do dragão chinês, trazida para nossa cultura pelos imigrantes. O primeiro registro desse personagem foi realizado na cidade de São José, próximo a Florianópolis, a partir de 1920. A Bernúncia é um bicho medonho, guiado pelos dançadores que ficam serpenteando debaixo do seu corpo de pano. A figura é uma espécie de gigantesca cobra de tecido com uma enorme cabeça de papelão que anda entre os participantes abrindo e fechando sua bocarra, em busca de alguém para engolir. Quem é comido, passa a fazer parte do corpo do bicho, aumentando seu tamanho. Parece estar associada às histórias do bicho-papão ou da cuca que gosta de sair atrás das crianças para comê-las. Algumas vezes é apresentado o Barão, o parceiro macho da Bernúncia, com aspecto maior e mais fantasmagórico. A boca cheia de dentes e o corpo coberto de barba-de-pau presa ao pano dá ao personagem um aspecto monstruoso.


Também encontramos a gigantesca Maricota, que pode ser chamada de Tiroleza em algumas localidades. A Maricota é uma armação de madeira, com uns três metros de altura, tendo por dentro um cruzamento entre a armação que é acolchoada, a fim de ficar sobre os ombros da pessoa que brinca dentro dela. No centro da armação alguns colocam um pau, com o qual o brincador mantém o equilíbrio da figura. O rosto é uma máscara com a fisionomia de mulher, de dimensões exageradas. Os braços são soltos e em uma das mãos carrega uma bolsa. Com os movimentos do dançador, os braços se abrem e, propositadamente, atingem as pessoas. O vestido que cobre a armação é de chita estampada berrante. Das orelhas pendem brincos enormes.

Doralécio nos conta que encontrou em uma encenação do boi em Imbituba outra figura de uma mulher gigante chamada de Saborosa. A cabeça e o rosto eram de porongo. Os olhos, a boca e o nariz eram abertos, forrados com papel vermelho transparente. No seu interior haviam colocado uma vela acesa, de maneira que de longe dava a impressão de que a boneca estava viva, considerando-se que essas brincadeiras são realizadas sempre à noite.


"Palhaços"e "Mascarados" são encontrados nos folguedos de Lajeado. Estes são trajados com roupas velhas, máscaras e bordão. Os mascarados são incumbidos de pedir esmolas aos donos das casas que visitam. Toda a receita arrecadada, muitas vezes, são oferecidas à Igreja local.

O "Doutor", tem funções de benzedor, pois com um galhinho qualquer diz:


"Eu benzo este boi

Com um galhinho de manjericão

O dono da casa

Tem que pagar um patacão!"

Eis algumas letras das cantorias dos trovadores repentistas:

"O meu boi é de mamão!

Coro: É sim, senhor!

Ora bumba, meu boi

Coro: Lá vai o boi!

Ó meu cavalinho

Entra cá prá dentro

Que o dono da casa

Já te deu licença

O meu boi é de mamão! etc...etc..

Ó meu cavalinho

De sela amarela

Não namora as moças

Que elas são donzelas!

O meu boi é de mamão! etc...etc..

Brinca Bernúncia, brinca

Ela brinca bem.

Se não brincar direito

Ela aqui não vem.

O meu boi é de mamão! etc...etc.."

sair pela cidade/Vou usar minha razão/Eu vou mudar esta história
Com o meu boi de mamão/Vou acabar co’esta tristeza/De ver meu povo chorar
Eu quero ver muita folia/Quero ver meu boi brincar

É a maricota dançando na rua/Mostrando que a luta não pode parar
É o jaraguá com a meninada/É o povo unido no mesmo lugar
É o vaqueiro na peça do boi/Aprendeu com a vida não pode errar
Oi abram alas minha gente/Que a bernuncia quer passar

Eu vou botá meu boi na rua/Quero ver meu boi brincar.


A brincadeira aborda um tema épico (a morte e ressurreição do boi). Apresenta a pantomima das investidas do boi, a sua morte, a encenação da cura, envolvendo todos os personagens, culminando com a ressurreição do boi.


A “cantoria” acompanha toda a apresentação cantando versos alusivos às figuras e à dramatização. Os instrumentistas são três, normalmente tocando um violão, um cavaquinho e um pandeiro.

O folguedo do Boi-de-mamão é uma das manifestações mais significativas da cultura popular catarinense. Está presente nos municípios do litoral e principalmente em Florianópolis, Capital de Santa Catarina, onde concentra o maior número de grupos.


UM BRASIL DE MUITOS PAÍSES......


Este é o nosso Brasil, terra de "festança" o ano inteiro, de todos os jeitos e para todos os gostos.

É bumba-meu-boi no Norte e no Nordeste. É Boi-de-mamão no litoral de sol e magia Catarinense, que transforma o povo e as ruas em quadros de pura alegria e exaltação da vida.

Entremeado de culturas, o Brasil é terra de muitos países.....


Lugar de transformação contínua, que nos devolveu em seiva e encantos os corpos que lhe confiamos. Aqui se vive, se canta e se encena a miscigenação das raças, no embalo de esperanças animadoras e iluminadas, que são nossas tradições e costumes e que refletem a riqueza da imaginação de nosso povo.


Um Brasil de muitos países....terra de sons mágicos, ritmos de encantamento, de filhos amados e hospitaleiros, de lucilante seduções e magnificente colorido...Oásis para ambiciosos audazes, onde aportaram culturas diferentes e de desconcertante requinte.


Venha, a mesa está posta! Pratos decorados com sedutoras heranças já estão servidos. Sente-se e desfrute deste maravilhoso arsenal de raízes etnicas, aureoladas de glória e saber profundo.


Bibliografia:

Dança Brasil - Gustavo Côrtes

Folclore Catarinense - Doralécio Soares